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Baldomero guarda “peix�es” atr�s das grades

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ODILON RIOS Eles estão sob acusação ou foram condenados em crimes que alcançaram grande repercussão no Estado e, em alguns casos, chocaram as comunidades nacional e internacional. Hoje estão atrás das grades. Dois desses presos quase entram em confronto no presídio Baldomero Cavalcanti: o prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes Barros ? acusado de ser o mandante do cruel assassinato do professor Paulo Bandeira ? e o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, acusado de comandar a ?gangue fardada?. Para evitar a briga dos ?peixões?, Adalberon foi transferido para o presídio Cirydião Durval. Adalberon foi preso por dois crimes de homicídio: o do professor Paulo Bandeira, queimado vivo em junho de 2002, em Satuba, e o do assessor parlamentar Jeams Alves, em dezembro de 2003. A morte de Paulo Bandeira chamou a atenção pela brutalidade: ele foi acorrentado ao próprio carro e queimado vivo. A Anistia Internacional mostrou o caso para todo o mundo. Já Cavalcante foi condenado à prisão no módulo especial do Baldomero por três crimes: receptação de veículos, porte ilegal de armas e homicídio. O ex-militar foi condenado este ano a 19 anos e 10 meses pela morte do coordenador-geral de Administração Tributária da Secretaria da Fazenda Estadual (Sefaz), Sílvio Vianna, crime ocorrido em 1996, em Ipioca. O policial militar Garibalde dos Santos Amorim, que também está preso no Baldomero, foi condenado pela morte do tributarista. Garibalde pegou 18 anos e 10 meses de prisão, além de cumprir pena por homicídio qualificado, com pena de 14 anos. O fazendeiro Fernando Fidélis, recapturado esta semana em Toritama (PE) depois de ter fugido do Baldomero ano passado, também está na lista dos acusados de participar de crimes de grande repercussão no Estado. Em dois casos seu nome aparece: a morte de Sílvio Vianna e a chacina de Viçosa, ocorrida em 1999, onde o agricultor Francisco Xavier, a esposa Maria Quitéria e os filhos Gilvânia, 5, e Ginaldo, 7, foram brutalmente assassinados a facadas na residência deles, a mando de Fidélis. Francisco era suspeito de ter apontado o primo de Fidélis, Loli Fidélis, para pistoleiros o assassinarem. Fernando Fidélis foi preso no Baldomero na sala de ?castigo? e depois será transferido para outro módulo, o COC (Centro de Observação Criminalística). O ex-tenente José Luiz da Silva Filho também está preso no Baldomero, acusado de envolvimento na ?gangue fardada? e na morte do delegado Ricardo Lessa, assassinado em 9 de outubro de 1991. Recentemente, o Ministério Público denunciou Silva Filho pela morte de Sílvio Vianna. Cavalcante também é acusado pelo crime do delegado Ricardo Lessa, irmão do governador Ronaldo Lessa (PSB). O ex-delegado da Polícia Civil Carlos Antônio Camilo de Carvalho e mais outros dois, José Carlos Pereira (Carlinhos Arapiraca) e Robson Domingos Vieira, também foram condenados porque faziam parte de uma quadrilha que assaltava bancos, agências dos Correios e roubava carros. Carlos Camilo também era acusado de participar da Gangue Fardada.

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