Cidades
Pesca de arremesso ganha adeptos em Alagoas
FÁBIA ASSUMPÇÃO Com um litoral privilegiado, Alagoas é sem dúvida um lugar ideal para a prática da pesca de arremesso à beira-mar. Não é por caso que o número de adeptos desse tipo de modalidade de pesca esportiva - seja para participar de competições ou por simples lazer - é cada vez maior. Até clube já existe para abrigar os centenas de apreciadores de uma boa pescaria, seja só ou junto com toda a família. Sem contar que é uma excelente terapia para esquecer das preocupações do dia-a-dia. O presidente do Clube de Pesca do Estado de Alagoas (Clupeal), Pedro Jorge do Espírito Santo, diz que a idéia de criar a entidade surgiu nos encontros de pescadores nas lojas especializadas nas vendas de pesca. Criado em 1996, o clube tem hoje 300 associados. Mas, ele estima que hoje mais de 2 mil pessoas praticam pesca esportiva no Estado. O clube promove mensalmente campeonatos de pescas para os associados, que se reúnem em equipes com quatro até seis participantes. Os campeonatos são divididos nas categorias adulto masculino e feminino, infantil também masculino e feminino. Aliás, as mulheres começam a aderir cada vez mais à pratica da pesca, que antes era atividade sob domínio dos homens. Maria Solange tem na pesca um dos seus principais passatempos desde 1986. Apesar de ser uma exímia pescadora, como atestam seus companheiros de pescaria, ela não tem interesse de participar de campeonatos. Adepta também de acampamentos, ela conta que abre mão de qualquer diversão para pescar. Algumas pescadoras aderiram à atividade para acompanhar os maridos. Mas, acabaram se apaixonando pelo esporte. É o caso de Fátima Lessa, que junto com o marido Humberto Mendes, compõem a Sol, uma das 70 equipes que participam das competições promovidas mensalmente pelo Clupeal. O clube tem sede na Rua Pão de Açúcar, em Cruz das Almas (em frente à Praça Ganga Zumba). Mas, nas noites de segunda-feira, o ponto de encontro da turma do clube é o Bar Pedra Virada, em Ponta Verde. O presidente do Clupeal, Pedro Jorge, explica que todos os peixes fisgados nos concursos promovidos pelo clube são doados para instituições de caridade, como o Orfanato Eunice Weaver, Casa dos Pobres, Lar São Francisco de Assis e Vila São Francisco. Como toda a prática esportiva, Pedro Jorge comentou que é preciso ter técnica para conquistar campeonatos, que levam em conta a pesagem dos peixes pescados por equipe.