Cidades
Pol�cia Civil e governo est�o longe de um acordo
ODILON RIOS Policiais civis e o governo de Alagoas estão longe de um acordo sobre negociações salariais. Enquanto policiais continuam a greve por tempo indeterminado por um reajuste de 75%, o governo descarta qualquer espécie de aumento. Os policiais civis de Alagoas prometem radicalizar a greve, deflagrada na última terça-feira. O Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol) assegura a adesão da categoria lotada em todas as delegacias do interior; a realização de carreatas pelo centro de Maceió e de protestos em frente ao Palácio dos Martírios. As mobilizações buscam a retomada das negociações com o governo do Estado, visando tentar negociar o reajuste salarial da categoria, de 75%, e melhores condições de trabalho. De acordo com o presidente do Sindipol, Carlos Jorge, o protesto ocorrerá novamente ? a exemplo de ontem ? na segunda-feira, uma hora antes da cerimônia de troca de guardas. Poucos policiais se reuniram, ontem, diante do Palácio para reivindicar a reposição salarial. Eles pedem, também, o reforço no armamento, para os policiais nas delegacias e um novo prédio para o 1º Distrito Policial (DP), que fica no Mercado da Produção. ?Não teremos nenhuma responsabilidade se o prédio do 1º DP cair na cabeça de algum preso ou policial civil?, disse o presidente do Sindipol. Ainda de acordo com o Sindipol, um policial civil recebe no Estado do Piauí salário de R$ 1.480,00, mas ainda assim a categoria entrou em greve por causa do atraso salarial. Em Alagoas, informou Carlos Jorge, um policial civil recebe salário de R$ 760, descontando o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Alagoas (Ipaseal). Governo Em nota oficial publicada ontem, o governo do Estado mostra um levantamento da Secretaria Executiva de Administração dando conta de que nos últimos cinco anos o governo aplicou um reajuste de 55,66% para a Polícia Civil, ?para uma inflação registrada no mesmo período de 45,42%?. Conforme a nota, o salário dos policiais civis foi complementado com o pagamento do adicional noturno, cujo valor vai de R$ 50 a R$ 75. O diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, informou à GAZETA que os serviços no Estado não estão prejudicados por causa da greve da Polícia Civil. ?A demanda diminuiu um pouco, mas não prejudica?, disse. De acordo com o secretário-executivo de Administração, Valter Oliveira, não há possibilidade de se dar um aumento salarial de 75% aos policiais. ?Nem fizemos estudo sobre quanto seria o impacto em folha se o aumento fosse dado. Isso está fora de cogitação?, repetiu. De acordo com ele, a Secretaria Executiva da Fazenda realiza um estudo financeiro para determinar uma base de negociação com os policiais, mas não existe data definida sobre o assunto.