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8 de Março

ATO EM MACEIÓ PEDE O FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

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O dia 8 de março é sempre marcado por muitas manifestações, e, em Maceió, não poderia ser diferente. Nessa terça-feira, 8, quando se comemorou o Dia Internacional da Mulher, dezenas delas foram às ruas do Centro da capital alagoana, para reivindicar direitos e protestar contra as diferenças e a violência sofrida por muitas delas todos os dias, dentro e fora de casa. A concentração das mulheres aconteceu na Praça dos Martírios. De lá, elas seguiram pelas ruas do Centro, em direção à Praça Deodoro, com cartazes nas mãos. As mulheres foram às ruas ontem para lembrar que é preciso acabar com as diferenças entre os gêneros, em especial no querido mercado de trabalho, onde as pessoas do sexo feminino ganham menos até quando exercem as mesmas funções dos homens. “O 8 de março é uma data histórica, é um dia que nasceu das mulheres da classe trabalhadora na Europa e só foi estabelecido em 1810, então é uma luta antiga. Ao redor do mundo, tem muitos fatos que reforçam a participação da mulher na história de luta dos povos por uma sociedade mais justa”, pontua Lenilda Luna, coordenadora do movimento Olga Benário.

Segundo ela, em relação aos direitos das mulheres, estamos vivendo um retrocesso, com o discurso machista fortalecido e a precarização do trabalho feminino. “Vários empregos que as mulheres ocupam é com vínculo precário”, completou.

Para Lenilda Luna, o dia 8 de março não deve ser só de celebração, mas de reivindicação. “É impressionante que, em pleno século 21, a mulher ainda tenha que lutar contra a misoginia, o machismo e a violência. Contra discursos como o que foi feito pelo deputado de São Paulo, Arthur Durval. O que ele falou é naturalmente aceito em diversos grupos sociais, de que as mulheres pobres podem ser exploradas”, afirmou.

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