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Armas usadas no Caso Joaquim voltam � per�cia

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FELIPE FARIAS A direção do Centro de Perícias Forenses (CPFOR) apresentou, ontem, 26 armas recolhidas de agentes envolvidos na morte do eletricista José Joaquim, crime que desde 1999 permanece sem solução. Até hoje, as balas encontradas no corpo da vítima não foram periciadas. O Ministério Público (MP) diz que falta empenho nas investigações e pediu - pela segunda vez - à Corregedoria de Polícia, a abertura de sindicância e a troca do delegado que investiga o assassinato. De acordo com o diretor do CPFOR, Ailton Vilanova, as armas recolhidas dos agentes ficarão sob a responsabilidade da Secretaria de Defesa Social até que possam ser enviadas a Brasília, onde a perícia será feita pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC). Os projéteis retirados do corpo do eletricista José Joaquim sumiram, segundo denúncia do diretor Villanova. É com base neles que seria feita a perícia nas armas dos policiais suspeitos do crime, por meio da comparação balística. ?Sem os projéteis, não é possível fazer o exame?, afirmou Vilanova. No processo, o atual delegado Arnaldo Soares Carvalho denuncia ingerência política nas investigações. Ele cita o ex-chefe de polícia e ex-secretário de Justiça, Mário Pedro. Com base no processo, o Ministério Público pede a abertura de sindicância e, há 6 meses, solicitou a substituição do delegado. José Joaquim foi preso por engano em julho de 1999, torturado por policiais civis e quando saiu da prisão denunciou a violência. No mesmo dia foi assassinado. Sete policias foram indiciados e 5 condenados, mas recorreram e aguardam nova sentença em liberdade. Durante as investigações, 26 policiais civis se recusaram a entregar as armas à polícia. O então chefe de polícia, Mário Pedro, mandou apreender as armas. Elas foram enviadas para perícia em Brasília. O armamento voltou dois anos depois, sem nenhum resultado. ?É preciso que Villanova informe, primeiro, de onde os projéteis sumiram. Eu não vou encorajar uma polêmica com base apenas nessa informação. Até agora ele não oficializou nada sobre isso?, reagiu o juiz Daniel Acioly, titular da 1ª Vara Especial Criminal, onde tramitou o caso. A nova perícia, a terceira desde o início do caso, foi solicitada pelo promotor Marco Aurélio Mousinho, da 3ª Vara Criminal. Foi ele quem determinou uma investigação também sobre a resistência de alguns agentes em apresentar suas armas para perícia; o que implicaria em crime de prevaricação, em que o servidor público deixa de fazer algo que lhe é de obrigação. ?As provas ficam nos autos ou com a polícia, em caso de perícia. Nada disso fica com o Ministério Público?, explicou Mousinho.

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