Cidades
Roubo no penhor agita clandestinos do ouro
ODILON RIOS O assalto ao penhor da Caixa Econômica Federal (CEF) atiçou o mercado clandestino do ouro, que segundo fontes ligadas ao setor, atua livremente na cidade e movimenta uma quantia ?inimaginável?. A informação é de um joalheiro consultado pela GAZETA, que pediu para não ser identificado. De acordo com o joalheiro, o ?esquema do ouro? também engloba jóias roubadas na cidade. ?O esquema do ouro atua como o roubo de automóveis. Faz-se o roubo em uma praça e já existe uma outra praça para o ouro ser vendido?, disse o joalheiro. O mercado paralelo atua de duas formas. ?Na primeira, as jóias ou o ouro são roubados e vendidos rapidamente no balcão do comércio ilegal. Cem gramas de ouro são vendidos, dependendo da pressa, a 3.500 ou 2.500 reais em Maceió?, diz ele. Na segunda maneira, o ouro ou a jóia será derretido e geralmente vendido fora do Estado. ?Ao contrário do que se pensa, o preço de uma jóia ou do ouro neste estágio [derretido] é bastante elevado?, contou o joalheiro. ?O ladrão de jóias sabe muito mais sobre a jóia que o próprio dono. Ele conhece bem o mercado paralelo?, completa. ?O mercado avalia uma jóia através de dois critérios: o design e o know-how da fabricação, ou seja, se a fábrica que fez a jóia é de renome nacional ou internacional. Assim, tem jóias feitas em pé-de-escada que custam 1 real?, contou ele, explicando que ?pé-de-escada? são os pequenos joalheiros que trabalham nas esquinas do centro de Maceió. ?Quanto mais brilhantes (esmeraldas, diamantes) ou mais detalhes tiver uma jóia, mais cara será a peça?, afirma o joalheiro.