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Especialista duvida do cinto-bomba

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PLINIO LINS Assim como pode ter sido um blefe dos assaltantes a microcâmera colocada na roupa do gerente do penhor da Caixa Econômica (ver matéria na página A5), o cinto com explosivos que o gerente foi obrigado a colocar por baixo do terno também pode ter servido apenas para assustá-lo, sem possibilidade de ser detonado ? ou mesmo sem que houvesse explosivo nenhum. Essa possibilidade, que a Polícia Federal leva em conta nas investigações, é compartilhada por um militar consultado ontem pela GAZETA. Com patente de comando e cursos de treinamento ? inclusive no exterior ? para administrar situações-limite (seqüestros, assaltos com reféns, ações terroristas, motins, conflitos de rua etc.), o militar ? cujo nome e patente, por motivo de segurança, ficam em sigilo ? opina que seria muito difícil montar um artefato desses para ser detonado a distância (como disseram os assaltantes), dentro de uma agência como a Rosa da Fonseca e no centro de Maceió. ?Esse cinto-bomba teria de ser feito com uma substância, o C-4, um explosivo plástico que quase ninguém consegue comprar no Brasil?, diz o militar. ?A bomba só seria acionada a distância por ondas de rádio, um dispositivo semelhante a um aparelho celular, que receberia uma chamada, vibraria e causaria a detonação. Foi assim que explodiram as bombas em Madri, em 11 de março. Nunca ouvi falar em bomba como essa feita no Brasil?, diz ele. ?Além disso, dentro da agência da Caixa há muitas ondas de rádio, muitas freqüências, porque há muitos equipamentos. A bomba poderia detonar facilmente por acidente. Seria preciso que a quadrilha fosse altamente especializada para operar esse equipamento?, diz. Quanto à atitude da Caixa durante o seqüestro e o assalto, o militar concorda no geral, mas faz ressalvas. ?O primeiro objetivo é preservar vidas. Se havia reféns, era necessário evitar riscos para eles. Mas a Caixa poderia ter avisado à polícia ainda durante o dia. A quadrilha teve tempo demais para fugir?.

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