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Gangue leva mais de R$ 1 mi em dinheiro e j�ias

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FELIPE FARIAS Uma tenda no meio da mata, na Cachoeira do Meirim, foi o cativeiro para as famílias dos dois gerentes da Caixa, usados como escudo para o maior e mais audacioso assalto a banco de Alagoas. De acordo com a Polícia Federal, o grupo reunia dez assaltantes e levou no total cerca de R$ 1 milhão, em dinheiro e jóias do penhor da Caixa Econômica Federal (CEF). Para isso, utilizaram um ardil inédito nesse tipo de crime no Estado: monitoramento eletrônico de um dos gerentes. Por meio de uma microcâmera presa a seu corpo, os assaltantes podiam acompanhar seus movimentos. Para ameaçá-lo, usaram outra novidade: amarraram na cintura do gerente um cinto com explosivos, que, entretanto, está sendo cogitado como um possível blefe. ?Eles podem até ter usado explosivos, mas sem detonador. Só que alguém que sofre uma ameaça dessas, com certeza, não vai pagar para ver?, acredita o delegado federal Rogério Caetano da Silva, titular da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal. Trinta homens da PF ? divididos em duas equipes compostas de um delegado, agentes e peritos ? foram colocados para atuar nas investigações. Eles fizeram perícia no cativeiro e no carro da gerente Sônia Gomes, usado no assalto, e tomaram depoimentos das vítimas. Os assaltantes já deviam estar fora de Alagoas, porque o alarme para a polícia só foi dado quase três horas após a libertação dos seis reféns, tempo suficiente para que o grupo alcançasse qualquer estado vizinho. Nenhum dos gerentes foi trabalhar ontem. Os dois que tiveram as famílias seqüestradas (Sônia Gomes e Ubirajara, o ?Bira?) e o gerente-geral, Leopoldo Araújo, único superior na agência comunicado do assalto ? mesmo assim, horas depois. Segundo o delegado da PF, essa ação é da natureza do crime organizado e vem acontecendo com freqüência no Nordeste. O grupo chegou a estabelecer para o gerente o peso, em quilos, das jóias a serem retiradas do cofre. As únicas pistas deixadas pelos criminosos, segundo a polícia, foram projéteis de uma arma de grosso calibre, que teriam deixado cair num dos locais de receptação, e que também vão passar por perícia.

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