Cidades
Pol�cia Federal sem pistas da superquadrilha
GILVAN FERREIRA O assalto à agência de penhor da Caixa Econômica Federal, agência Rosa da Fonseca, continua desafiando o trabalho da Polícia Federal (PF), que ainda não tem pistas da superquadrilha que, na última terça-feira, levou R$ 1,365 milhão dos cofres da instituição. O delegado federal Carlos Henrique D?Ângelo, que comanda as investigações sobre o assalto, junto com o delegado Rogério Caetano, alegou que ainda não dispõe de pistas da superquadrilha, mas vem tentando levantar dados de ações semelhantes em outros estados, já que o bando utilizou técnicas nunca praticadas em assaltos em Alagoas. O delegado confirmou que o equipamento de filmagem (microcâmeras, microfones) utilizado pela quadrilha funcionava, mas ainda não tinha elementos para garantir se o cinto com explosivos, amarrado à cintura de um dos gerentes da Caixa, era verdadeiro. ?Nós já temos informações de que o equipamento de filmagem utilizado pela quadrilha funcionava, o gerente garantiu que viu as imagens gravadas pelos assaltantes, inclusive foram exibidas em um computador. Com relação ao cinto- bomba, ainda não posso garantir se continha ou não explosivos. Estamos trabalhando com o cruzamento de informações e analisando as ações do grupo, que agiu de forma organizada e de maneira inédita em Alagoas?, afirmou D?Ângelo. O delegado disse que também enfrenta dificuldades para montar o retrato falado dos assaltantes, pois, segundo o delegado, eles utilizavam a estratégia de só manter contato com os reféns usando máscaras, goros e bonés. As testemunhas, que prestaram depoimento ao delegado Rogério Caetano, também não conseguiram reconhecer o sotaque dos assaltantes e acrescentaram poucos detalhes que pudessem ajudar nas investigações. ?As testemunhas não conseguiram nos ajudar no reconhecimento dos assaltantes, já que eles sempre utilizavam goros, bonés e casacos escuros. Também não foi possível identificar os sotaques dos assaltantes, que não deixaram muitas pistas, mas estamos trabalhando para prender esse grupo?, concluiu D?Ângelo.