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INFECTOLOGISTA DEFENDE IMUNIZAÇÃO INFANTIL E MÁSCARA EM LOCAL FECHADO

Vacinação barrou rebote pós-carnaval e não vacinados têm 26 mais chances de infecção, alerta especialista

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Imagem ilustrativa da imagem INFECTOLOGISTA DEFENDE IMUNIZAÇÃO INFANTIL E MÁSCARA EM LOCAL FECHADO

A vacinação pediátrica ainda não chegou a 50% em Alagoas. Segundo o Vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a cobertura no Estado é de 36,3% do público infantil com a primeira dose. Com o anúncio da flexibilização do uso de máscaras, especialistas que acompanham os efeitos da infecção por coronavírus e suas variantes lembram que foi o avanço da vacinação dos adultos que resultou na contenção da pandemia e que pessoas não vacinadas têm 26 vezes mais chances de se infectar e morrer de covid-19.

Sobre o uso de máscaras, infectologista ouvido pela Gazeta defende que seja mantido nos espaços fechados. Uma semana antes do Carnaval, o infectologista Fernando Maia comentou, em entrevista à Gazeta, sobre a expectativa de aumento de casos após a folia, tal como foi registrado após as festas de final de ano.

Passadas duas semanas, diante da constatação de que a curva da pandemia contrariou aquelas projeções, ele afirma que o cenário atual valida a relevância da vacinação para o controle da pandemia e ressalta que países com baixa vacinação voltaram a registrar alta de casos.

“Não há dúvidas de que a vacinação mostrou o efeito esperado: não tivemos um rebote de casos após o carnaval”, comenta. “Países que não atingiram níveis satisfatórios de vacinação estão sofrendo com novas ondas de contaminação”, informa.

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Com cerca de 80% da população vacinada com uma dose e mais de 70% vacinada com duas doses dos imunizantes disponíveis no Brasil contra a covid-19, o médico concorda com a liberação do uso de máscaras em espaços abertos, mas considera cedo para abrir mão da proteção em ambientes fechados. Ele pondera que se aproxima a quadra chuvosa, período sazonal para síndromes gripais, e que tirar a máscara reduz os mecanismos de prevenção.

“Creio que já é possível liberar as máscaras ao ar livre; em ambiente fechado, ainda não. O uso de máscaras em ambiente fechado deve se manter até que os casos se reduzam e permaneçam baixos, nessa época chuvosa que se avizinha”, avalia o médico. “O bom senso deve prevalecer, sempre”, reforça.

VACINAÇÃO PEDIÁTRICA

O infectologista atribui a baixa cobertura da vacinação em crianças à desinformação e à disseminação de notícias falsas e defende a segurança dos imunizantes disponíveis.

“Esta é uma prioridade, agora. As crianças ainda estão desprotegidas, porque muitos pais acreditaram nas falsas informações sobre as vacinas contra a covid e não estão vacinando seus filhos. O risco de alguém não vacinado adoecer e morrer de covid é 26 vezes maior do que os vacinados. As vacinas covid, semelhantemente às demais, são seguras e eficazes, com raríssimos efeitos adversos importantes”, defende. “Os leitos covid de adultos estão praticamente vazios, mas os pediátricos, não”, alerta o infectologista Fernando Maia.

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