Cidades
Sa�de alerta para aumento da leptospirose
FÁTIMA ALMEIDA As chuvas que têm caído em Maceió em grande intensidade desde o início de junho, provocando inúmeros alagamentos e deslizamentos de barreiras, causando mortes e deixando centenas de famílias desabrigadas, começam a dar sinais de outros problemas graves: de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, nos últimos 15 dias tem se verificado um aumento no número de notificações de casos suspeitos de leptospirose, doença causada pelo contato com a urina do rato, que pode ser fatal. Nos últimos dias, 16 pessoas já foram encaminhadas para internamento no Hospital de Doenças Tropicais, com sintomas de leptospirose: dores de cabeça, febre, manchas na pele e dor na panturrilha (batata da perna). Só ontem foram notificados cinco novos casos, segundo informou a coordenadora do Programa de Controle de Roedores e Escorpiões da Secretaria Municipal de Saúde, Adelaide Reis. O maior número está nas regiões do 3º e do 7º Distrito de Saúde (DS), no Farol e Tabuleiro, respectivamente, com quatro casos cada um. Os sintomas da leptospirose costumam aparecer num período de 10 a 12 dias após o contato com a urina do rato, que desce fartamente nas águas lavadas das ruas, grotas e esgotos, principalmente nos períodos chuvosos. As áreas de maior risco são exatamente os locais mais pobres, onde as condições de higiene são precárias. A doméstica Josinete Silva de Mendonça, da Chã da Jaqueira, conhece bem os perigos. Sua casa fica à margem de uma valeta de onde a água transborda arrastando o lixo e o esgoto de ligações clandestinas. ?Tenho muito medo que meus filhos pequenos entrem nessa água. Vejo muito menino da vizinhança que vive aí dentro?, diz ela. Busca de casos Para evitar conseqüências graves a Secretaria de Saúde está com equipes nas ruas, fazendo o trabalho de investigação e bloqueio das áreas mais vulneráveis e onde há casos suspeitos. De casa em casa eles pesquisam buracos que possam ser ninhadas, colocam veneno e fecham; conversam com as famílias, orientando sobre os riscos e encaminham os casos suspeitos para avaliação médica, se for o caso. ?A recomendação é procurar imediatamente o posto de saúde mais próximo ou ir direto para o HDT?, diz Fábio Luiz Gomes, supervisor geral do 4º DS. Segundo ele, cada agente de saúde visita, por dia, cerca de 20 a 30 casas, dependendo da área, fazendo esse trabalho de conscientização e bloqueio, que foi intensificado após as chuvas.