Cidades
SARGENTO PM É ASSASSINADO POR COMPANHEIRA DURANTE DISCUSSÃO
Crime ocorreu na residência do casal, em um condomínio localizado no bairro Cidade Universitária
Entre familiares e amigos de farda, o sargento da Polícia Militar de Alagoas Alessandro Fábio da Silva, de 53 anos, morto a tiros pela companheira, foi velado e sepultado ontem no Memorial Parque Maceió, na parte alta da capital.
O sargento foi baleado pela esposa, na madrugada de ontem, e morreu em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O crime ocorreu dentro da residência do casal, em um condomínio localizado no bairro Cidade Universitária, na parte alta de Maceió.
Durante o velório, uma das filhas da vítima, que pediu para ser identificada apenas como Crislane, pediu justiça pelo pai. “Espero que ela pague pelo que fez. Meu pai era homem bom."
À Gazeta, a filha ainda disse que, quando o crime ocorreu, o pai estava bebendo com um outro filho, quando recebeu um telefone da suspeita, pedindo a chave da residência do casal. Logo depois, o militar saiu para entregar o item, momento em que uma discussão entre eles teria sido iniciada. Posteriormente, ele foi baleado e socorrido para uma UPA, mas não resistiu aos ferimentos.
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Crislane não soube informar o que teria motivado a briga entre o casal. Mas ela contou que Alessandro Fábio era um homem calmo. O relacionamento com a vítima tinha menos de dois anos.
“No relacionamento que ele tinha com a minha mãe, ele não era agressivo. Nunca foi”, disse. Por outro lado, em depoimento, a suspeita - identificada apenas pelas iniciais J.C.N.F - informou que o sargento a chamou para uma rodada de roleta russa, mas, ao negar, o suspeito se alterou e tentou agredi-la. Foi nesse momento em que a companheira teria efetuado o disparo. Essa versão, no entanto, foi negada por Crislane.
“Meu pai não brincava com a arma dele. Nem deixava meu irmão tocar nela. Isso é mentira dela." Abalada, Crislane relatou que o relacionamento do pai com a atual companheira era conturbando, por isso viviam se separando e brigando.
A família do sargento acredita que J.C.N.F - que, atualmente, está desempregada - teria efetuado o disparo de uma arma de fogo de sua propriedade, mesmo não tendo autorização para o porte da arma. Anteriormente, o sargento teria afirmado para a família que mulher tinha uma arma de calibre 38. Inclusive, o objeto que consta no relatório da polícia possui o mesmo calibre.
Assim como a família, militares estiveram no velório para dar o último adeus ao amigos de farda. O Sargento Azevedo, que trabalhou com Alessandro Fábio no Batalhão de Polícia de Guarda (BPGd) contou que ficou surpreso com o ocorrido. “Ele era uma pessoa calma, comunicativa e gostava do trabalho", disse.