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IMUNIZAÇÃO PEDIÁTRICA EM BAIXA PREOCUPA ESPECIALISTA

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Imagem ilustrativa da imagem IMUNIZAÇÃO PEDIÁTRICA EM BAIXA PREOCUPA ESPECIALISTA

A imunização de crianças a partir de 5 anos está liberada desde a segunda quinzena de janeiro, mas o índice de pessoas desse grupo imunizadas ainda deixa muito a desejar. Sendo o grupo menos vacinado até o momento, as crianças têm sido alvo fácil do vírus em todo o país. Em Alagoas, já são 39 mortes por Covid-19 de pessoas com até 10 anos de idade. Em 1º de janeiro de 2022, eram 27. No Estado, cerca de 38% das crianças com idade entre 5 e 11 anos estão imunizadas.

No município de Porto de Pedras, no Litoral Norte de Alagoas, por exemplo, pouco mais de 8% da população nessa faixa etária tomou a 1ª dose. Vinte e seis cidades do Estado não atingiram 30% de imunização nessa faixa etária.

Mas também há os municípios que têm dado exemplo, como é o caso de Coité do Nóia, com 88% das crianças vacinadas com a 1ª dose. Taquarana tem mais de 80% de imunização nessa faixa etária.

Sobre a aplicação da 2ª dose pediátrica, o Estado tem 80 municípios que não atingiram nem 10% das crianças. Em sete deles, apenas uma criança havia sido vacinada até sexta (25). São eles: Campo Alegre, Marechal Deodoro, Barra de Santo Antônio, Flexeiras, Campo Grande, Belém e Pindoba.

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Em Maceió, 54% das crianças tinham sido vacinadas até sexta (25), um total de 52.689 pessoas de 97.570 vacináveis. Em relação à segunda dose, apenas 8,50% da crianças se vacinaram na capital, que tem atualmente 14.032 vacinas em atraso, no caso da 2ª dose.

Segundo o médico Fernando Maia, o grupo que vem apresentando casos graves da doença e mortes é o das crianças, pelo fato de que muitas não estão protegidas contra o vírus, apesar de já haver imunizantes disponíveis para menores de 5a 11 anos. Para ele, as notícias falsas que circularam sobre o assunto contribuíram para a baixa cobertura vacinal das crianças.

“Um grupo que está particularmente desprotegido nesse momento é o das crianças. Essas fake news todas que circularam sobre vacinação, de que vacina causa autismo, que dá câncer e outras coisas estão contribuindo para que as crianças não sejam vacinadas. Hoje, o principal grupo populacional que está apresentando casos graves e mortes por Covid é exatamente o das crianças. Nós precisamos vacinar as crianças, mesmo que as formas graves em crianças sejam raras, mas na loteria, pode ser o seu filho. É injustificável não vaciná-las. As vacinas são seguras, são eficazes. Não há justificativa plausível para não vacinar as crianças”, afirmou Fernando Maia.

“Os municípios precisam avançar na vacinação. O município de Maceió, por exemplo, está bem avançado, mas alguns do interior não estão. Precisamos correr atrás disso para proteger a população. O fato é que ainda estamos com um número de casos razoável de Covid. Eles têm se mantido em queda persistente, é verdade, mas já deveriam ter caído mais, se a vacinação estivesse mais avançada”, pontua o especialista. JB

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