Cidades
Gerson Jr. dep�e: ele mentiu, diz promotor
ODILON RIOS O agropecuarista Gerson Lopes de Albuquerque Júnior, em depoimento prestado ontem, na 3ª Vara Especial Criminal, deu uma versão diferente daquela que apresentou à polícia sobre a morte do estudante de Direito Márcio Edsandro Correia, assassinado por ele em um posto de combustíveis na orla de Maceió mês passado. Gerson negou que tenha marcado um encontro com Márcio no posto Stella Maris, local onde o estudante foi assassinado. O teor do depoimento, que durou duas horas, foi anunciado pelo promotor Marcus Mousinho. ?Ele mentiu, mentiu, mentiu?, asseverou o promotor, ao se referir ao relato do agropecuarista. Na primeira versão dada à polícia, contou Mousinho, Gerson Júnior disse que havia marcado um encontro com Márcio Edsandro no posto de combustíveis. Na versão contada à Justiça ontem, explicou o promotor, o agropecuarista negou o encontro marcado. ?Gerson deu dois depoimentos. Neste último, ele disse que saiu de casa no dia do crime porque estava com medo do estudante e que acabou indo ao posto de combustíveis para comprar cigarros. Foi quando ele encontrou com Márcio, disse ter visto um objeto apontado em sua direção e atirou no estudante?, descreveu o promotor. Mousinho confirmou que Marcella Lagrotta será ouvida pela Justiça no dia 2 de agosto, logo após o recesso forense. O crime, de acordo com a polícia, foi passional, ou seja, o agropecuarista e o estudante disputavam o amor de Marcella. De acordo com o juiz José Braga Neto, Gerson Júnior tem três dias para apresentar defesa prévia. Logo depois, as testemunhas de defesa e acusação serão ouvidas pela Justiça e, após esta fase processual, o juiz fará as considerações finais e exporá a decisão. ?A data da audiência está marcada para o dia 10 de agosto?, confirmou o juiz. ?Não houve mudanças no depoimento de Gerson porque o interrogatório é um meio de defesa e o depoente pode até mentir?, justificou o juiz. ?O caso não sofre mudanças?, completou, ressaltando, ainda, que ?se Gerson for pronunciado, pode ser submetido a júri popular?. O depoimento estava marcado para as 15 horas, mas só começou às 17h50 no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, e movimentou familiares de Gerson Lopes e do estudante por ele assassinado. Os familiares de Márcio Edsandro estavam vestidos com camisas com o rosto do estudante estampado, pedindo justiça.