Cidades
Policiais civis cobram 75% de reajuste com atos e passeata
ARNALDO FERREIRA Os policiais civis de Alagoas, em greve há três semanas, voltaram a radicalizar em Maceió, agora com apoio da Federação dos Policiais Federais e do Sindicato da Polícia Federal deste Estado. Vestidos de preto, os grevistas ocuparam, na manhã de ontem, a porta do palácio do governo, impediram a solenidade de troca de guarda e, com tiros de rojão de festas juninas, os líderes do movimento cobravam a presença do governador Ronaldo Lessa (PSB) para negociar a reposição salarial de 75%. Lessa não apareceu porque, segundo sua assessoria, estava em Minas Gerais, onde fará uma cirurgia nos olhos. O governador em exercício, Luis Abílio de Souza Neto (PSB), para evitar confrontos entre policiais militares e os civis em greve, determinou a suspensão da solenidade de troca de guarda. ?Enquanto o governo não sentar para negociar, a greve vai continuar. E vamos ocupar a porta do palácio toda segundafeira?, afirmou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Carlos Jorge, que junto com parte da categoria tomou café da manhã na porta do Palácio. O presidente do Sindicato dos Policiais Federais e membro da direção da federação nacional da categoria, Jorge Venerando, no seu discurso atacava: ?Governador Ronaldo Lessa, não faça como o presidente Lula, que traiu o seu discurso e enganou os trabalhadores. Chamar as tropas federais também não é uma idéia inteligente e muito menos socialista?. No final da manhã, policiais saíram em passeata e interditaram várias ruas do centro comercial. A maioria das delegacias da capital e do interior continua sem expediente. À noite, o secretário estadual de Administração, Valter Oliveira, convocou a direção do sindicato e a comissão do comando de greve para negar qualquer possibilidade de reajuste. ?O governo não pode conceder aumento a nenhum servidor porque está no limite de gasto com a folha, como manda a Lei de Responsabilidade Fiscal?, disse Valter Oliveira ao afirmar que a folha dos 60 mil servidores está em R$ 71 milhões/mês. ?Não podemos dar reajuste a nenhuma categoria?, frisou.