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Moradores interditam Via Expressa em protesto

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Mais de 500 moradores do Conjunto Village Campestre II interditaram ontem, por mais de quatro horas, um trecho da Via Expressa, em frente ao Conjunto Tabuleiro do Martins, para cobrar uma solução para as inundações na Rua Arnon de Mello no período de chuva. A interdição da pista começou antes das 8 horas e terminou ao meio-dia, depois que o superintendente-adjunto de Obras e Urbanização, Luiz Gonzaga, foi até o local e prometeu tomar providências para resolver o problema. Gonzaga explicou que será necessário fazer um levantamento topográfico na área para verificar as causas da inundação na principal rua do conjunto, a Arnon de Mello, durante o temporal de 1º de junho. Segundo ele, existem duas hipóteses para o problema: o aterramento de uma lagoa da Usina Santa Clotilde ou o escoamento das águas da construção do novo Aeroporto Zumbi dos Palmares. Ele enfatizou que não adianta construir uma galeria de águas pluviais na rua, porque ela não suportaria um grande volume de água. ?O que deveremos fazer é escavar um túnel para que essa água volte a tomar seu curso original, sendo despejada no Rio Jacarecica?. Gonzaga assegurou que as obras terão início tão logo seja concluído o levantamento topográfico. O presidente da Associação dos Moradores do Village Campestre II, Fernando José dos Santos, advertiu que se o problema das inundações não for resolvido os moradores farão um novo protesto na próxima segunda-feira. ?Só que da próxima vez seremos ainda mais radicais?. Um dos moradores do conjunto, Willison Max Flamberg, disse que a rua sempre fica alegada no inverno. Mas nunca havia ocorrido uma inundação como no dia 1º de junho. Uma criança de 5 anos, que morava perto do terminal de ônibus do conjunto, morreu depois de ser arrastada pelas águas, segundo os moradores. Tumulto Para alertar os motoristas sobre a interdição na Via Expressa, por causa da manifestação dos moradores do Village Campestre, foram colocados cones e placas de aviso no acesso à rodovia pela Avenida Durval de Góes Monteiro. Mesmo assim, alguns motoristas não se conformavam e insistiam em continuar o tráfego, gerando um congestionamento na pista. Passageiros de ônibus tiveram que andar mais de cinco quilômetros para chegar ao local de destino, já que os ônibus que circulam pela Via Expressa tiveram que mudar de itinerário. A rodovia é um dos principais corredores de trânsito da cidade e de acesso a vários conjuntos populares da região do Tabuleiro e Serraria. Para fechar a pista, os moradores usaram pneus e galhos de árvores. Policiais militares da Radiopatrulha foram ao local para tentar desobstruir a avenida, mas os manifestantes estavam irredutíveis: só terminariam o protesto com a chegada dos representantes da Somurb. O protesto dos moradores do Village Campestre prejudicou ainda mais o tráfego na Via Expressa. Desde a semana passada, um trecho da rodovia está fechado para a construção de um canal para escoamento das águas da lagoa do Conjunto Graciliano Ramos até a lagoa artificial do conjunto Salvador Lyra. As obras deverão durar pelo menos mais uma semana.

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