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Vereador de Macei� � preso por c�rcere privado

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ODILON RIOS O vice-presidente da Câmara Municipal de Maceió, vereador Jaudeni Coutinho (PSB), foi preso no começo da tarde de ontem, na sede da Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (Ciapc I), no bairro do Farol, acusado de manter em cativeiro e algemados na Fundação Jaudeni Coutinho, de propriedade do vereador, no bairro do Prado, os primos Sávio Gomes Torres e Flávio Freire. Eles estavam presos desde o último dia 17 por causa de uma dívida que não teria sido paga. Além do vereador, dois policiais foram presos em flagrante: um PM e o chefe de expediente do 11º Distrito Policial, cujos nomes a polícia não quis divulgar. O agente policial Cícero Cassiano, que já foi chefe de expediente da Delegacia de Roubos e Furtos da Capital, também é acusado de participar do seqüestro, mas estava foragido até ontem. Todos serão indiciados, de acordo com o diretor metropolitano de Polícia, Alcides Andrade, por extorsão mediante seqüestro. ?Considero este crime um seqüestro tipificado?, informou o diretor. O delegado do 11º DP, Moisés Marcelo, também foi citado no caso e deverá ter a prisão temporária pedida à Justiça. Em entrevista, o delegado Moisés Marcelo admitiu o fato. ?Se eu os soltasse [Sávio e Flávio], eles iriam fugir e não pagariam a dívida?, informou. De acordo com o diretor geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, Sávio e Flávio foram presos sem ordem judicial nem prisão em flagrante. Ainda de acordo com Lisboa, os dois homens eram mantidos presos entre a fundação do vereador e a delegacia do 11º DP. ?Pedimos uma ordem de busca e apreensão e detectamos o fato?, ressaltou. Flagrante Segundo a polícia, uma máquina de terraplanagem foi comprada por R$ 117 mil pelo vereador Jaudeni Coutinho a Sávio e Flávio. Quando a máquina foi entregue, Coutinho descobriu que ela era roubada. Sávio e Flávio são da cidade pernambucana de Bom Conselho. Uma fita que, segundo a polícia, tem a voz do vereador, está sendo periciada pelo Instituto de Criminalística. Nela, de acordo com o diretor Metropolitano de Polícia, Alcides Andrade, Coutinho estaria pedindo de volta, por telefone, o valor da máquina de terraplanagem à família de Sávio e Flávio, dizendo que se o valor não fosse pago, Coutinho não soltaria os dois homens que estavam presos na sua fundação. Com base na fita e em outros depoimentos, a polícia foi à sede da fundação, próximo ao Parque da Pecuária, no Prado, na Rua Franco Jatobá, 82. ?Lá estavam o vereador, os dois homens algemados, um policial militar e o chefe de expediente do 11º DP?, disse o diretor Metropolitano de Polícia, Alcides Andrade. O mandado de busca e apreensão foi decretado pelo juiz João Dirceu. ?A partir deste momento, o delegado e o agente policial estão afastados de suas funções. Se for comprovada a participação deles no crime, serão exonerados?, disse Alcides Andrade, que comandou o estouro do cativeiro e a prisão dos envolvidos. O vereador e o delegado do 11º DP têm direito à prisão especial, de acordo com a polícia, mas o chefe de expediente, por ser policial civil, deve ocupar uma cela no Tigre. No caso do vereador, a polícia não sabe se ele vai ocupar uma cela no Ciapc ou ser transferido para o Tigre. Parentes e amigos do vereador faziam vigília em frente à sede do Ciapc I. Os vereadores Alan Balbino (PSB), Fátima Santiago (PTB), Galba Novaes (PL), Pedro Alves (PSB) e Rita Correia (PSL) visitaram o vereador, mas não falaram com a imprensa.

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