loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Oferta de milho cresce em Macei� e puxa pre�os para baixo

Ouvir
Compartilhar

FÁTIMA ALMEIDA A oferta de milho verde no Mercado da Produção e nas feiras livres de Maceió aumentou nos últimos dias. Os pontos tradicionais de venda foram abastecidos para atender à crescente demanda. A expectativa dos vendedores é de que as vendas permaneçam aquecidas até o final do mês, quando se comemora o Dia de São Pedro. Por enquanto, os preços permanecem basicamente os mesmos praticados no início do mês, mas devem cair ainda esta semana, na avaliação dos vendedores do produto. A mão de milho com 50 espigas, de boa qualidade, varia entre R$ 12 e R$ 15 nos pontos-de-venda espalhados pela cidade, como a Praça do Centenário e Praça da Faculdade. No Mercado da Produção a variação é entre R$ 10 e R$ 12. Os vendedores admitem a possibilidade de redução no preço do produto a partir de hoje, dependendo da procura. Pela lógica de mercado, se o produto sobra, o preço cai. ?Já baixou um pouco. Na semana passada estávamos vendendo a R$ 15, aqui no Mercado?, diz o vendedor Sandro Oliveira, que há mais de 10 anos trabalha vendendo milho o ano inteiro, mesmo fora da época junina. Ele lembra que no ano passado foi possível vender a mão de milho por R$ 10. A tradição do consumo de milho na época junina sempre rende uns trocados extras para algumas famílias. Manoel Borges passa o ano inteiro vendendo frutas, como ambulante, mas nessa época do ano dedica-se a um paiol de milho na Praça do Centenário. Faz isso há 14 anos, o que confirma que troca é vantajosa. ?Às vezes demora um pouco, mas a freguesia nunca falha. É sempre um reforço no orçamento, com a ajuda de Santo Antônio, São Pedro e São João?, diz ele. Fogos O clima de festa está instalado na cidade, no estrondo das bombas e no brilho dos fogos de artifício que enfeitam as noites de São João. É a vez de o comércio de fogos aquecer as vendas e lucrar o que não consegue durante o ano inteiro. A tradição de soltar fogos nas festas juninas se fortalece a cada ano com a adesão maciça das crianças que têm, nessa época do ano, a liberdade vigiada para brincar com fogo. ?O que mais vendemos são produtos para crianças?, diz Raimundo Silva, que há cerca de 28 anos trabalha no Bazar Caramuru, no Trapiche da Barra. No mês de junho o bazar muda de endereço e se instala, como todas as suas mercadorias, no espaço de venda de fogos em Jaraguá. Este ano, com as festividades oficiais concentradas a poucos metros das barracas de fogos de artifício, o comércio desses produtos melhorou mais ainda. Nas barracas várias prateleiras são destinadas aos modelos infantis como chuvinhas, com preços para todos os bolsos, variando de R$ 1,00 até R$ 10,00 a dúzia. Os traques variam entre R$ 0,50 e R$ 1,00 a caixa; e o estalo bebê, R$ 1,50 a R$ 2,00 a caixa com 100 unidades. Mas o mercado não deixa de oferecer produtos mais sofisticados como as girândolas, pistolões, bombas e até base de mísseis. O mais simples, com 16 projéteis, custa R$ 10,00. Queimaduras Festa junina é tempo de fogueira, de fogos e de aumento de casos de queimaduras em adultos e crianças. Nessa época do ano geralmente cresce o número de acidentes, mas segundo a diretora do Setor de Queimados da Unidade de Emergência Armando Lages, Márcia Rebelo, os índices até agora registrados apontam para uma redução que vem ocorrendo nos últimos anos. Até ontem havia poucos registros de queimaduras provocadas por fogos de artifício ou fogueiras, todos casos ambulatoriais de pequena gravidade, segundo informou a diretora. ?Esperamos que continue assim durante todo o mês de junho. Acho que as pessoas estão mais conscientes do perigo e tomando maiores precauções. O número de acidentes graves tem reduzido nos últimos três anos?, afirma.

Relacionadas