Cidades
PM faz blitz em �nibus e prende jovem armado
FELIPE FARIAS Um homem de 19 anos com um revólver calibre 38, detido próximo ao ponto onde morreu o motorista Antônio Cândido, foi a primeira prisão da operação de policiamento de coletivos desencadeada ontem pela PM. Marcelo Pereira dos Santos estava ainda com seis balas, segundo a polícia, alegou que andava armado porque recebia ameaças e foi levado para a Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (CIAPC 3). A operação atendeu a uma pressão do Sindicato dos Rodoviários, pela morte do motorista Antônio Cândido e dos tiros contra outro colega, José Ângelo. Somente a guarnição que fez a prisão abordou mais de 40 ônibus entre 8h e 16h de ontem, segundo seu comandante, capitão PM Sérgio José Galvão. Mas, de acordo com o Comando de Policiamento da Capital (CPC), cerca de cem coletivos teriam sido parados nesse primeiro dia da operação. ?Nem sequer fizemos esse levantamento porque a preocupação é colocar o pessoal na rua, dado o caráter de emergência da situação?, disse o coronel PM Jorge Coutinho, responsável pelo policiamento da grande Maceió. Vistoria Uma comissão de diretores do Sindicato dos Rodoviários percorreu terminais e pontos em áreas consideradas críticas para a segurança da categoria, com o objetivo de conferir se a polícia estava mesmo na rua. A garantia foi dada nas reuniões dos sindicalistas com os responsáveis pelo policiamento. Ainda assim, o Sindicato ameaçou repetir a manifestação de anteontem, quando paralisou os ônibus no início do Farol, bloqueando trechos importantes do anel viário, como a Praça do Centenário e a ladeira dos Martírios. ?Nós conversamos com os rodoviários e eles disseram que os PMs estiveram nos carros. Achamos que a polícia está agindo?, admitiu José Ronaldo dos Santos, diretor de assuntos trabalhistas e presidente em exercício da entidade. No total, a PM listou 16 regiões da cidade consideradas críticas, por causa da violência. O policiamento será itinerante e, para se aproveitar do fator surpresa, o esquema de deslocamento não foi revelado nem mesmo aos sindicalistas. Na vistoria pelos pontos e terminais, a comissão também distribuiu panfletos pedindo que a população denuncie, ainda que de forma anônima, se souber da identidade de algum suspeito dos ataques aos ônibus. A denúncia pode ser feita pelos números: 201-2000 ou 190. A comissão foi informada também que no terminal do Benedito Bentes, os cobradores estariam sendo obrigados a assinar documento se comprometendo a ressarcir os valores roubados. Cinco deles já teriam sido suspensos até conseguirem pagar, segundo a denúncia. Os rodoviários não quiseram oficializá-la para a comissão e muito menos dar entrevistas. ?Isso já foi objeto de uma decisão da Procuradoria do Trabalho, que proibiu essa prática. O rodoviário não é obrigado a pagar pelo que lhe é roubado?, informou o sindicalista.