Cidades
CASOS DE ZIKA SOBEM MAIS DE 400% EM AL NO PRIMEIRO TRIMESTRE
Números da dengue também tiveram crescimento significativo nos primeiros três meses de 2022 na comparação com 1º trimestre de 2021


No primeiro trimestre de 2022, o número de casos confirmados de zika registrou um salto em Alagoas. O Estado apresentou um crescimento de 437,5%, saindo de oito para 43 casos. Os números da dengue aumentaram na mesma proporção e os de chikungunya, também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, subiram 40% no período em relação aos primeiros três meses do ano passado.
Os dados são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (Sinam/MS), que foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Apesar do aumento, o Estado não contabilizou óbitos em decorrência da doença, que afetou diversas pessoas em 2015, quando se tornou uma epidemia em todo o País. Apenas em 2021, segundo o Ministério da Saúde (MS), 5.710 casos prováveis foram registrados no Brasil.
O vírus da zika é considerado de alto risco para gestantes, que, quando infectadas pelo mosquito Aedes Aegypti, o recém-nascido pode desenvolver síndrome congênita de microcefalia. Em meio à pandemia, o Ministério da Saúde informou que, em 2021, investigou 134 casos suspeitos de microcefalia provocada pela zika. Alagoas, à época, aparecia como o oitavo estado do Brasil com números sob investigação.
Os casos de chikungunya também cresceram, com percentual de 40% a mais. Entre janeiro e março de 2021, o estado somou 22 casos confirmados. Já o primeiro trimestre de 2022 registrou 31 casos do vírus.
O panorama também observou que não houve óbitos em decorrência da doença. A dengue, também transmitida pelo Aedes Aegypti, afetou 143 pessoas nos primeiros três meses do ano passado. O aumento também superou os 400%, com a confirmação de 521 casos somente nos três primeiros meses de 2022.
