Cidades
Vereador e policial ficar�o presos, diz diretor
ODILON RIOS O vice-presidente da Câmara de Vereadores de Maceió, Jaudeni Coutinho (PSB), e um policial civil, chefe de Distrito Policial (DP) ? que não teve a identidade revelada pela polícia ? foram indiciados ontem por crime de extorsão mediante seqüestro. De acordo com a polícia, eles mantinham presos, desde 17 de junho, na Fundação Jaudeni Coutinho ? propriedade do vereador, no Prado ? dois pernambucanos, Flávio Freire e Sávio Gomes Torres. Segundo o diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, tanto o vereador quanto o policial civil devem permanecer presos. ?O vereador e o policial ficam presos no mínimo dez dias. É o tempo que teremos para a conclusão do inquérito?, disse o diretor, por telefone. Se condenados, informou Lisboa, o vereador e o chefe de expediente podem pegar de 12 a 20 anos de prisão. O crime é inafiançável. Sobre o delegado do 11º DP, Moisés Marcelo, e o agente policial Cícero Cassiano, que já foi chefe de expediente da delegacia de Roubos e Furtos da capital ? ambos também são acusados pela própria polícia de participação no crime ?, Lisboa disse que ?nos próximos dias? eles serão indiciados. ?Com certeza, existem indícios contra o delegado e o agente Cícero Cassiano. Eles serão indiciados?, afirmou o diretor da Polícia Civil. ?Não indiciamos agora o delegado e o agente porque eles não estavam no local do crime?, afirmou o diretor da Polícia Civil. Segundo o advogado Welton Roberto, que defende o vereador, foi pedido relaxamento da prisão de Jaudeni e hoje à tarde a Justiça se pronuncia sobre o assunto. Viagem No fim da manhã, Flávio Freire e Sávio Gomes, que, segundo a polícia, ficaram presos na Fundação Jaudeni Coutinho, fizeram exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), e à tarde foram conduzidos para a sede da Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (Ciapc I). Uma equipe do Tigre estava sendo preparada para escoltar os dois homens para Pernambuco. Ainda na sede do Tigre, Flávio Freire conversou sobre o caso com a GAZETA, mas evitou entrar em detalhes. ?Acho que o que aconteceu comigo foi uma safadeza?, afirmou. Agitado com a presença da imprensa, Flávio mandou um recado, sem destinatário. ?Morre o grilo, o gafanhoto e por último a esperança?, avisou.