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Moradores recorrem aos clandestinos e trens urbanos para se deslocar a Macei�

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A paralisação dos ônibus da Rio Largo e dos transportadores de Rio Largo só não causou mais transtornos porque ontem não houve expediente nas repartições públicas estaduais e municipais. Quem ganhou com o movimento foram os transportadores considerados clandestinos, que fazem parte da Associação dos Transportadores Urbanos de Rio Largo (Asturil). A segunda alternativa foram os trens, que circulam em horário mais limitado. A liminar proibindo a circulação dos transportadores complementares foi concedida atendendo um pedido de antecipação de tutela da empresa Rio Largo, que impetrou uma ação na Justiça, alegando a inconstitucionalidade e ilegalidade da prestação do serviço de transporte intermunicipal de passageiros sem a realização de uma concorrência pública. No pedido de tutela antecipada, a empresa alegou que poderia sofrer prejuízos até aguardar a discussão do mérito da ação. Perdas O gerente da empresa, Edson Calado, explicou que a empresa decidiu entrar com uma ação porque vem perdendo passageiros desde que o governo regulamentou o serviço de transporte complementar no município. Ele não informou o número de passageiros transportados pela empresa, mas diz que a empresa vem tendo uma faixa de perda de 40%, o que vem gerando dificuldades financeiras. A empresa trabalha com 15 ônibus, que operam as linhas Rio Largo/Maceió; Rio Largo/Mata do Rolo; Rio Largo/Gustavo Paiva e Aeroporto. O preço das passagens de ônibus é de R$ 2,50, enquanto os complementares cobram R$ 2,00 pela viagem de Rio Largo até o Makro, no Tabuleiro. Dívidas O presidente do Sindicato dos Transportes Complementares de Rio Largo, Marcos Antônio Sobrinho, salientou que a categoria sempre tentou negociar saídas para não prejudicar a empresa de ônibus. ?Antes da regulamentação, fazíamos 10 viagens por dia, depois baixamos esse número para 7?. Marcos Antônio observou que a maioria dos transportadores está endividada porque tiveram que comprar carros novos para atender às exigências da Arsal. ?Amanhã, tenho que pagar a prestação do carro e não sei como fazer se hoje não posso trabalhar?. O representante do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário, João Vital, afirmou que a entidade não é contra a regulamentação dos transportes complementares. Mas, diz que é preciso haver um controle dos transportes clandestinos que circulam com autorização do município. ?Os clandestinos prejudicam também os ônibus, quanto dos transportadores complementares?. O secretário político do PSB, Wellison Miranda, disse que a empresa Rio Largo tem uma dívida de mais de R$ 300 mil só de taxas com a Arsal. Além disso, está com o atraso no cumprimento de obrigações com seus funcionários, há três meses sem receber salários e que essa irregularidade já foi motivo de diversas paralisações de atividade de motoristas e cobradores. Ele rebateu às argumentações da empresa de que os transportes complementares estão em situação irregular porque não houve licitação para a concessão do serviço. ?Eles são concessionários como às empresas de ônibus. Se for assim, ela também está em situação irregular, pois não foi feito licitação para ela operar?.

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