Cidades
MAIS DE 97% DOS IMÓVEIS AFETADOS PELA MINERAÇÃO EM MACEIÓ JÁ FORAM DESOCUPADOS
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Quem circula pelos bairros afetados pelo afundamento do solo em Maceió já percebe o quanto a região mudou: casas destruídas, ruas vazias, estabelecimentos fechados e uma escuridão que fala por si só. Isso porque 97,5% dos imóveis identificados nas áreas de desocupação e monitoramento do Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto, Mutange e parte do Farol estão desocupados.
Em números absolutos, de acordo com a Braskem, 14 mil imóveis foram desocupados, restando apenas 360 ocupados. As zonas A, B e C já não têm mais residências habitadas. As zonas D, E, F, G e H se encontram com 99% de desocupação. Já a área 01, de monitoramento, tem 90,6% de pessoas realocadas de forma preventiva.
O drama das famílias maceioenses começou há quatro anos, com um tremor de terra, que chegou a 2,5 na escala Richter. Desde então, a vida dos moradores nunca mais foi a mesma.
A mineração provocou, além da realocação dos moradores, o fechamento de comércio, escolas, hospitais, bloqueio ao acesso do transporte público, dentre outros problemas de natureza social, econômica e ambiental.
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O Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação foi criado para ajudar os moradores no processo de mudança e para garantir que as pessoas sejam indenizadas. Até o momento, segundo a Braskem, 13,9 mil propostas de compensação foram apresentadas aos moradores e 3,7 mil foram entregues aos comerciantes e empresários. Pelo menos 10,7 mil indenizações foram pagas, o que totaliza, até o momento,R$ 2,27 bilhões.