Cidades
ALAGOAS E SEIS ESTADOS DÃO SINAIS DE QUEDA DE SRAG, APONTA FIOCRUZ
Nos estados onde há sinal de aumento de síndromes gripais, dados por faixa etária sugerem tratar-se de cenário restrito a público infantil
O boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de ontem revela que Alagoas é um dos sete estados brasileiros a apresentar sinal de queda na tendência de longo prazo de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Além de Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Rondônia e Sergipe apontam queda na tendência de longo prazo. Há sinal de crescimento no Acre, Amapá, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Paraná, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Em todas as localidades que apresentam algum sinal de crescimento, os dados por faixa etária sugerem tratar-se de cenário restrito à população infantil (0 a 11 anos), fator que se mantém desde fevereiro. Na população adulta, os números indicam que o sinal de queda ou estabilidade se mantém.
“Apesar de não traduzir sinal de crescimento no dado agregado para a população em geral, o aumento de casos entre crianças também se observa em diversos dos demais estados”, explica Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe. Apenas três Unidades da Federação apresentam ao menos uma macrorregião de saúde com nível de casos semanais de SRAG considerado muito ou extremamente alto, somando um total de apenas três das 118 macrorregiões de saúde do país.
De acordo com a Fiocruz, onze das 27 capitais apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 14: Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES). Em Goiânia (GO), observa-se sinal de crescimento somente na tendência de curto prazo (últimas 3 semanas).
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VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO
O novo boletim sinaliza que incidência de SRAG em crianças mantém sinal de ascensão significativa em diversos estados desde o mês de fevereiro, porém dá sinais de formação de platô. “A análise indica, ainda, predomínio de casos associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) na faixa etária 0 a 4 anos; e de rinovírus e Sars-CoV-2 (Covid-19) na faixa de 5 a 11 anos, além de outros vírus respiratórios como o VSR em menor intensidade”, diz trecho do boletim.