Cidades
SUBNOTIFICAÇÃO DE DOENÇAS PODE TER ZERADO CASOS DE SARAMPO EM AL
Em 2021, foram registrados 11 casos no Estado; doença é prevenível por vacina e já esteve erradicada
Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) mostram que Alagoas não registrou casos confirmados de sarampo em 2022. A situação vai na contramão de outras partes do País, onde há registros da doença, que chegou a ser erradicada do Brasil. Para especialista ouvida pela Gazeta, o quadro pode ser resultante de subnotificação de casos. No ano passado, Alagoas notificou onze casos, segundo a Sesau, e três em 2020. Entretanto, na avaliação da infectologista Mardjane Lemos, a pandemia de Covid-19 pode ter atrapalhado a comunicação de casos em Alagoas. “É muito estranho que em 2021 a gente tenha registrado 11 casos e este ano, nenhum. Pode ter havido a subnotificação de doenças por causa da Covid, inclusive de sarampo”, explica a médica. Em nota, a Secretaria de Saúde de Maceió informa que em 2022 não houve nenhuma notificação de sarampo na capital. O último caso, registrado em 2021, foi investigado pela Gerência de Vigilância das Doenças e Agravos Transmissíveis e Não Transmissíveis do Município, mas não foi identificado nenhum vínculo epidemiológico que estabelecesse a causa da transmissão. Antes erradicada, a doença infecciosa que pode deixar sequelas e matar registrou onze casos no ano passado nos municípios de Maceió (1) e Capela (10).
TRANSMISSIBILIDADE ALTA
O sarampo é uma doença infecciosa exantemática aguda, transmissível e extremamente contagiosa, podendo ser grave, evoluir com complicações infecciosas e óbito, particularmente em crianças desnutridas e menores de 1 ano de idade.
A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, no período de seis dias antes do aparecimento das manchas avermelhadas (exantemas), até quatro dias após o seu surgimento.
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A doença é prevenível com vacina disponível em todos os postos de saúde.
As crianção podem ser imunizadas com a dose zero da vacina contra o sarampo (tríplice viral), que é destinada a crianças de 06 a 11 meses e 29 dias de idade. É imprescindível, ainda, manter o esquema vacinal, que prevê aplicação de uma dose aos 12 meses, com a vacina tríplice viral e, aos 15 meses, com a vacina tetraviral, ou tríplice viral mais varicela, respeitando o intervalo de 30 dias entre as doses. De acordo com a Portaria de Consolidação de 28 de setembro de 2017, que define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços públicos e privados as Doenças Exantemáticas Sarampo/Rubéola são agravos de notificação imediata, devendo ser notificadas em até 24 horas a partir da ocorrência do caso suspeito, pelo meio de comunicação mais rápido possível. Boletim epidemiológico anual da Sesau mostra que, das notificações de sarampo em 2021, não houve distinção entre o sexo dos casos confirmados; mas a prevalência foi em crianças menores de 3 anos e que 100% dos casos evoluíram para a cura, não necessitando de hospitalização.