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Risco de extin��o do �peixe-boi continua alto

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DORGIVAL JUNIOR Apesar de toda a divulgação em torno do projeto, a coordenação do Centro Mamíferos Aquáticos de Alagoas ? responsável pelo projeto Peixe-Boi - anunciou que esses animais ainda correm sério risco de extinção no Estado. Em todo o litoral alagoano, pouco mais de 20 animais habitam a região, sendo classificados na lista nacional de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção como ?criticamente em perigo?. Em todo o país, pouco mais de 500 animais sobrevivem no litoral norte. Na tentativa de impedir a extinção da espécie em nosso litoral, o Centro realizou esta semana a sinalização da área do santuário ecológico dos peixes-boi marinho, localizado na costa do município de Paripueira. Na oportunidade, bóias indicativas foram colocadas na área agora determinada pela Resolução do Conselho Estadual de Proteção ao Meio Ambiente (Cepram) como de proteção ambiental. Na prática, isso significa que fica proibido o tráfego de embarcações de proporção a jato ou a motor nesses pontos do litoral. Dois corredores de entrada e saída de embarcações em direção ao alto mar foram instalados com a utilização das bóias na praia de Paripueira e de Tabuba, reforçando a proteção aos peixes-boi em mais nove quilômetros de costa. De acordo com o Centro, os peixes-boi que habitam o litoral do Estado vivem isolados do restante da espécie avistada no trecho da costa brasileira, compreendido entre os estados de Pernambuco até o Amapá. Entre os principais riscos estão os cruzamentos consangüíneos e a caça, além das agressões físicas praticada por pescadores da espécie. Os animais são avistados em Alagoas apenas no trecho situado entre os municípios de Piaçabuçu (Pontal do Peba) até Passo do Camaragibe (Barra do Camaragibe). Na área localizada entre as cidades de São Miguel dos Milagres e de Recife, os animais deixaram de existir, havendo uma lacuna da espécime, em um trecho de aproximadamente 200 km. A costa alagoana é o ponto mais ao sul do litoral brasileiro onde os animais nativos são avistados. Na região situada entre os estados de Sergipe até o Espírito Santo, os mamíferos aquáticos também desapareceram. ?O risco de extinção do peixe-boi marinho nativo na costa de Alagoas é alto. Além de possíveis agressões do homem, os animais, por algum motivo desconhecido, isolaram-se dos demais grupos da sua espécie que vivem no litoral norte do país. Isso acarreta no cruzamento consangüíneo o que coloca em risco a sobrevivência?, disse Carolina Alvite, coordenadora do Centro Mamíferos Aquáticos, frisando que Alagoas é o único local do País onde os peixes-boi podem ser vistos a manos de 30 metros da costa. A baixa variabilidade genética, segundo pesquisa efetuada há um ano pela Universidade Federal de Minas Gerais, indica que os animais, principalmente em Alagoas, apresentam grau de parentescos muito próximos o que aumenta o risco de extinção. Os laços consangüíneos, segundo estudiosos, acaba deixando os animais vulneráveis com uma única doença podendo por fim a espécie. Um animal adulto pode chegar até 4,5 metros e 700 kg de peso. O peixe-boi tem o hábito solitário, sendo vistos raramente em grupos na época do acasalamento. Reintrodução O projeto de reintrodução teve início no Brasil pelo Estado de Alagoas com a finalidade de repovoar as lacunas existentes na costa do Estado e aumentar a população de animais na região. No país, as ações de defesa dos peixes-boi começaram em 1980, sendo a ilha de Itamaracá o local usado para centralizar as ações de defesa da espécie, funcionando como sede nacional do Centro Mamíferos Aquáticos. Os trabalhos foram iniciados em Alagoas com a construção da primeira base do projeto, além de terem sido desencadeadas ações ambientais em defesa do mamífero aquático que é o mais ameaçado de extinção em todo o Brasil.

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