Cidades
Governo e policiais grevistas brigam na Justi�a
FÁBIA ASSUMPÇÃO ODILON RIOS O governo de Alagoas e a Polícia Civil ? em greve há 23 dias ? entram em um novo round na briga política por reajuste salarial. O cenário agora são os corredores da Justiça. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol), Carlos Jorge, informou, ontem, que através da Confederação Brasileira da Polícia Civil, entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF), contra o decreto assinado pelo governador Ronaldo que proíbe greve entre os servidores estaduais. Já o governo, através do secretário de Administração, Valter Oliveira, assegura que o Estado não tem como pagar os 75% reivindicados pela categoria, e mantém a ação na Justiça pedindo a ilegalidade da greve dos policiais civis, por ser um setor essencial ao serviço público. Segundo Carlos Jorge, o próprio governo está fazendo com que os policiais civis não estejam mantendo os 30% dos chamados serviços essenciais, uma vez que determinou o recolhimento de todas as armas e coletes à prova de balas das delegacias da capital. Por causa dessa medida, alguns policiais abandonaram as delegacias. A do 1º Distrito, no Mercado da Produção, está fechada - com cadeado - desde a noite de sexta-feira. O sindicalista calcula que foram recolhidas cerca de 60 armas. ?São armas velhas e que nunca passaram por manutenção?, afirma Carlos Jorge, estranhando que essa medida só tenha sido adotada no momento da greve dos policiais civis. Para o presidente do Sindipol, falta vontade política do governo para melhorar a segurança pública no Estado. ?Só melhorar os salários dos policiais civis e militares não vai resolver o problema, é preciso colocar em prática um plano de segurança?.