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IMUNIZAÇÃO INFANTIL CONTRA COVID-19 ESTÁ ABAIXO DE 50% EM 94 CIDADES DE AL

Especialista alerta para risco de forma grave da doença e chama atenção para cobertura de outras vacinas

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Imagem ilustrativa da imagem IMUNIZAÇÃO INFANTIL CONTRA COVID-19 ESTÁ ABAIXO DE 50% EM 94 CIDADES DE AL
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A baixa cobertura vacinal contra a Covid-19 entre a população de 5-11 anos em Alagoas é causa de preocupação para o poder público e especialistas, que alertam sobre os riscos de contágio e de desenvolvimento de casos graves entre pessoas não vacinadas, inclusive crianças. Dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesau) mostram que 94 dos 102 municípios alagoanos ainda não alcançaram 50% de imunização de vacinação pediátrica. Ou seja, não completaram o esquema vacinal com a segunda dose.

A situação é considerada preocupante, já que os tipos mais graves da doença e as mortes também atingem esse grupo e as crianças com idade abaixo dessa faixa etária. Somente este ano 14 crianças que nasceram durante a pandemia perderam a vida por conta de complicações da doença. Destas, 11 tinham entre 7 dias e 2 anos.

Em Maceió, a situação também é preocupante, já que foram imunizadas, até ontem, 58.480 (59,9%) crianças com a primeira dose. Quando observada a imunização com a 2ª dose, a quantidade é menos da metade, com 23.412 (24%) de crianças que completaram o esquema vacinal.

Para o coordenador da vacinação contra a Covid-19 em Maceió, Claydson Moura, o momento não é de “baixar a guarda” e o município continua mobilizado para atender a essa demanda. “Estamos o tempo todo usando a mídia existente com sites, rádios, TVs, o que está ao nosso alcance. Não paramos pela cidade toda. Estamos vacinando nos shoppings, na Carajás, nas escolas e em todo o canto em que é possível. Infelizmente, muitos pais acham que a pandemia já acabou porque o número de casos é, de fato menor, mas o ideal é que dediquem um horário que for, para que controlemos”, disse Moura.

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Ele explicou que como forma de busca ativa nos bairros, além da mídia tradicional, têm sido feitas ações como o trenzinho da vacina, que chama a atenção para levar as crianças aos locais de vacinação. “É fundamental que os pais se conscientizem porque só iremos conter a possibilidade de volta da intensidade da pandemia com o número cada vez maior de pessoas vacinadas, em especial, as crianças. Por isso, as escolas são um local estratégico para alcançarmos mais esse público”, completa o coordenador.

ATENÇÃO

A infectologista Mardjane Alves de Lemos alerta que a doença tem características que não podem ser descartadas, como a capacidade de mutação e uma incrível resistência. Ela cita que nos países onde as medidas de segurança foram reduzidas o número de casos aumentou, numa prova de que a convivência com a contaminação e reinfecção vai perdurar.

“A vacinação das crianças é extremamente recomendável, até porque o cenário não está definido ainda. No resto do mundo onde se afrouxaram as medidas, o vírus está circulando novamente, e isso prova que não vamos nos livrar dele tão cedo. Então, é importante que as crianças se vacinem sim. Há riscos de quadros graves, Mesmo sendo menor em relação ao adulto, o risco para elas é ter complicações tardias, como diabetes naquelas que tiveram sintomas leves ou assintomáticas”, detalha Mardjane.

A queda da cadeia de transmissão é vista por ela como estratégica para o conjunto de proteção necessário a toda a população. Porém, enfatiza que mesmo a vacina não evitando a infecção leve, tem um papel importantíssimo para os casos mais complicados.

“Aproveito para salientar, também, a importância extrema da atualização de imunização com outras vacinas contra outras doenças para crianças, já que nesses dois anos houve queda muito grande da cobertura vacinal. Estamos em vias de passarmos por um surto elevadíssimo de sarampo, que já estava eliminado e há casos circulando no Brasil. Estamos em alerta. Hoje estamos nos preocupando com doenças como poliomielite, que há algum tempo não existia e agora há risco de adoecimento” completa a especialista.

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