Cidades
ALUNAS DENUNCIAM PROFESSOR POR ASSÉDIO
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A Delegacia dos Crimes contra a Criança e o Adolescente apura a denúncia contra um professor por assédio sexual. Ele foi afastado das funções pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) para que a investigação policial não seja prejudicada. A denúncia foi feita por três alunas da Escola Estadual Maria Ivone de Oliveira, localizada no Tabuleiro do Martins, em Maceió.
A polícia começou a apurar a denúncia de importunação sexual contra estudantes da unidade de ensino, feita na terça-feira da semana passada. Um boletim de ocorrência foi confeccionado contendo o relato das três alunas dando conta de que foram assediadas pelo educador em sala de aula. Elas contaram que o assédio aconteceu em dias diferentes, praticado pelo mesmo professor.
O último caso teria ocorrido nessa quarta-feira e motivou um protesto de estudantes à porta da escola. Os adolescentes pediam providências da direção e o afastamento do professor, que foi anunciado momentos depois.
À imprensa, o chefe de operações da Delegacia dos Crimes contra a Criança e o Adolescente, Alan Barbosa, disse que uma das alunas, bastante nervosa, contou que o professor teria tocado na cintura e descido com a mão para outras partes do corpo. Ele disse que o depoimento desta quinta-feira será importante para esclarecer as denúncias que foram feitas.
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O suspeito da importação será intimado, mas a polícia só irá interrogá-lo por último. Por meio de nota, a Seduc garantiu que já tomou todas as medidas cabíveis com relação ao caso que envolve a denúncia de assédio.
“O servidor foi afastado de suas funções no momento e outras medidas administrativas estão sendo estudadas pela gestão escolar e a gerência regional de educação”, destaca.
A secretaria informa, ainda, que acompanha, desde o primeiro momento em que foi acionada, o desenrolar das investigações conduzidas pelos órgãos responsáveis, assim como está à disposição das alunas e familiares para todo e qualquer auxílio necessário. A instituição reforça ainda que repudia toda e qualquer conduta que fuja do propósito edificante e transformador da escola.
O Batalhão de Polícia Escolar (BPEsc) e o Conselho Tutelar foram acionados para auxiliar a direção da escola durante a manifestação dos alunos ocorrida na manhã dessa quarta. “A pauta reivindicada pelos estudantes sobre a falta de professores em algumas disciplinas será atendida ainda essa semana pela nomeação dos recém-aprovados no concurso público da Educação, realizado no ano passado”, prometeu a Seduc.