loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Projeto de usina garante feij�o a fam�lias carentes

Ouvir
Compartilhar

FÁTIMA ALMEIDA O feijão de corda plantado na entressafra da cana-de-açúcar nas terras da Usina Cachoeira do Meirim, em Maceió, vai alimentar por algumas semanas cerca de 200 famílias do Benedito Bentes. Ontem, elas se espalharam pelo campo, colheram e levaram o quanto puderam para casa, gratuitamente. Apesar da pouca experiência na lavoura, a doméstica Maria de Fátima da Silva calcula que conseguiu o suficiente para dois meses de almoço em sua casa, onde moram duas pessoas. A tarefa de colher, para ela, foi uma experiência nova, encarada como ?um dia de lazer?. Os beneficiários foram selecionados pela Prefeitura Comunitária do bairro, observando critérios de nível de pobreza, desemprego e renda per capita, segundo informou o prefeito comunitário Silvânio Barbosa. Eles foram levados de ônibus até o campo e cada um colheu o quanto pôde. Embaixo do sol quente os escolhidos pareciam felizes. Para alguns, foi como voltar às origens, na roça. ?Tem mais de 20 anos que não faço uma colheita. Estou muito feliz de estar aqui. Dá até saudade de ter o meu pedacinho de chão para plantar e colher?, diz o aposentado José João de Oliveira, 66 anos. Com um saco nas costas, ele comemorava. Vai passar pelo menos um mês sem comprar feijão. A tarefa atraiu até mesmo os mais idosos. O peso dos 70 anos de idade não impediu dona Laura Pegentino Soares de entrar no campo, enfrentar sol quente e as inúmeras flexões abdominais necessárias para colher o feijão, que cresce rente ao chão. Embora já more há 11 anos no Benedito Bentes, ela nasceu e cresceu na roça e aproveitou para lembrar o tempo em que trabalhava na lavoura, em Major Isidoro. De acordo com os dirigentes da empresa, a experiência vai continuar. ?Não custa nada para a Usina, e é uma maneira renovar a terra com a rotação de cultura, beneficiando a comunidade vizinha. É bom para eles e para nós, porque esse plantio enriquece a terra, tornando-a mais fértil. Depois da colheita, o que fica se transforma em matéria orgânica, ajudando no processo de adubação?, explica o gerente agrícola Alnat da Silva Casado. Segundo o engenheiro agrônomo Leonardo Pinto, gerente geral da empresa, foram plantados 15 hectares de feijão, o que dá uma produção de aproximadamente 2 mil sacas. O feijão de corda foi escolhido por ter um ciclo pequeno, de aproximadamente 60 dias, mas a Usina já vem trabalhando também outras culturas, como a abóbora, a melancia e o milho. ?No São João entregamos mais de 6 mil sacas de milho verde para instituições diversas e famílias carentes?, disse ele. Na entressafra do próximo ano a experiência vai se repetir.

Relacionadas