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Docentes decidem paralisa��o na 5a

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Os professores da Universidade Federal de Alagoas não aderiram ao movimento grevista, desencadeado pelos técnicos. Mas têm assembléia marcada para a próxima quinta-feira, quando deverão decidir por sua própria paralisação. Segundo o presidente da Associação dos Docentes da Ufal (Adufal), Antônio Passos, a categoria também possui reivindicações não atendidas pelo governo federal. ?Há um indicativo nacional de greve, mas que depende de uma análise regional. É o que vamos analisar na assembléia?, informou. Ontem, a categoria realizou uma plenária, paralela a dos técnicos, mas não pôde decidir pela greve por não ter alcançado o número mínimo apto para votação. Segundo a Adufal, o quórum para deliberações é de 60 participantes, mas só 52 professores compareceram. A categoria também pede a implantação de um plano de cargos e salários, como os servidores administrativos, mas possui outras reivindicações. ?A principal delas se refere ao arrocho salarial, que continua?, informou Passos. Segundo ele, a categoria acumula perdas de 50,2% - o percentual que pedem de reajuste ?mas a contraproposta do governo foi de conceder um reajuste de 6% em apenas um dos adicionais, a Gratificação por Atividades Educacionais (GAE). ?Isso não cobre nem a inflação acumulada, que é de 9,5%?, protestou o sindicalista. De acordo com a entidade, um professor auxiliar com carga horária de 20 horas e em início de carreira tem salário-base de R$ 300. A Adufal admite que, com as gratificações, a remuneração pode chegar a R$ 700; mas cobra melhoria nos vencimentos. O salário-base de um professor assistente é de R$ 500, para a mesma carga horária, e para um professor adjunto, de R$ 730. As gratificações, nesses casos, variam conforme a titulação que o docente possua, como mestrado ou doutorado. A direção da entidade admite que a greve dos técnicos pode comprometer a atividade letiva. ?Sem o apoio deles, fica difícil desempenhar nossas funções; já que atuam em laboratórios, bibliotecas e no HU?. A reitora da Ufal, Ana Dayse Rezende Dórea, disse que ?a universidade vai continuar funcionando naquilo que puder?. Ela admitiu que a paralisação causa prejuízos porque os técnicos são uma categoria de apoio: ?As atividades práticas são as que mais sofrerão, mas os professores terão que administrar isso?. A reitora disse ainda que não vai adotar sanções contra os grevistas. ?É um direito que eles têm?, argumentou. Hospital O diretor-geral do HU, João Macário, também informou que não adotará medidas contra os técnicos que entraram em greve ontem, mas que vai tentar manter a unidade em pleno funcionamento. ?Eu recebi uma comissão do comando de greve e fiz ver que somos solidários às reivindicações, mas que o HU tem setores vitais para a saúde do Estado, como a maternidade e a UTI neonatal?. (FF)

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