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Sobreviventes cobram moradia

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O advogado Gilberto Irineu, da Frente de Defesa da Criança e do Adolescente, reclama que, além do aluguel, nada mais foi feito pelos governos para resolver a falta de moradia das famílias nos trinta dias posteriores à tragédia. ?Para que haja solução, temos de manter essa tragédia na consciência coletiva e nos anais do Estado e do município?, declarou. Ele defende uma política habitacional e fundiária urbana capaz de resolver os problemas da população que mora nas encostas e grotões da periferia. O conselheiro Carlos Alberto vai mais longe na crítica à Prefeitura de Maceió. Ele questiona a incapacidade do município de construir moradias para os desabrigados e faz uma relação com a prática de alguns políticos que em pouco tempo viabilizam conjuntos habitacionais que serão trocados por votos. O conselheiro diz que, além de estarem sem moradia, os sobreviventes enfrentam falta de comida, pois os órgãos municipais cortaram o fornecimento de cesta básica. Os setores da sociedade civil que organizaram o ato realizado ontem elaboraram um abaixo-assinado no qual pedem urgência nas ações destinadas a resolver o problema das famílias desabrigadas. ?Essas famílias estão sofrendo, não têm onde morar. Isso é pecado, ofende a Deus?, disse o padre Manoel Henrique, provocando o choro de Maria das Dores, cercada pelos filhos que sobreviveram à tragédia. (BL)

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