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Rodovi�rios amea�am parar se policiamento n�o for intensificado

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FELIPE FARIAS Os rodoviários decidiram dar prazo até segunda-feira para a polícia intensificar a operação ostensiva nos coletivos com o objetivo de coibir a prática de assaltos. Se até esta data o policiamento não for efetuado, a categoria vai iniciar uma série de manifestações simultâneas, que podem comprometer o sistema de transporte coletivo em Maceió. Eles devem receber a adesão dos policiais civis, em greve. A proposta, feita ontem, deve ser discutida numa reunião dos dirigentes dos sindicatos das duas categorias, agendada para as 8h de hoje. Os atos públicos marcados para a semana que vem fazem parte da mobilização desencadeada após o assassinato do rodoviário Antônio Cândido, morto ao volante numa tentativa de assalto. Os rodoviários pedem policiamento ostensivo, com abordagens aos coletivos, revista de passageiros e presença de militares ao longo dos trajetos, em áreas consideradas de risco. O comandante do policiamento da capital, coronel PM Jorge Coutinho, responsável pelo trabalho, disse que a operação não foi interrompida e que já surtiu efeito, com a redução do número de assaltos aos ônibus. A estratégia de atos públicos foi decidida em reunião da diretoria de um dos sindicatos que representam os rodoviários, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Alagoas (Sinttranstur). ?Vamos aguardar até segunda. Se a gente verificar que o policiamento não está eficiente, vamos começar a parar?, ameaçou o presidente da entidade, Divanildo Ramos. Segundo ele, ficou definido que se a categoria avaliar que o policiamento não está satisfatório, na terça-feira os carros serão recolhidos às garagens a partir de 19h30. Outra mobilização pode ser a liberação das catracas (borboletas) para que os passageiros viajem de graça. Entretanto, não consta dessa programação algo como a paralisação gigantesca realizada no dia seguinte ao assassinato do motorista. ?Ninguém trabalha; é caótico demais?, justificou Ramos.

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