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Greve dos t�cnicos da Ufal n�o afeta servi�os no HU

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A greve deflagrada pelos servidores técnicos-administrativos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) não conseguiu afetar ontem o atendimento no Hospital Universitário (HU). Os servidores decidiram pela greve na quinta-feira, para pressionar o governo federal a encaminhar ao Congresso o Plano de Cargos e Carreiras da categoria. Dessa vez, a principal estratégia do movimento é tentar paralisar o atendimento no HU. Para atingir esse objetivo, dirigentes do sindicato da categoria passaram toda a manhã fazendo uma panfletagem na entrada do hospital para mobilizar os servidores e explicar aos usuários os motivos da paralisação. Dos cerca de 1.800 técnicos administrativos da Ufal, cerca de 850 estão concentrados no HU. Provavelmente por causa do anúncio da greve, o movimento no setor de marcação de consultas e ambulatórios ficou abaixo de um dia normal. Como é um hospital de referência, o HU atende por dia 500 pessoas no ambulatório e realiza 750 internamentos por mês. Apesar de entender os motivos da insatisfação dos servidores, o diretor-geral do HU, João Macário, se preocupa com a possibilidade de uma paralisação dos serviços no hospital. O hospital estava ontem com 93% de sua capacidade ocupada e tinha 185 pacientes internados. Todos os 60 leitos da maternidade, que atende pacientes de alto-risco, também estavam ocupados. Além disso, o Hospital Universitário é um dos poucos hospitais públicos do Estado que tem uma UTI Neonatal, Unidade de Bercário Intermediário (UCI), UTI adulta e oferece tratamento de quimioterapia para pacientes com câncer, serviços que não podem ser interrompidos. ?A nefrologia é outro serviço que não pode ser interrompido para garantir a vida de muitas pessoas?.

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