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Delegado acusado de seq�estro dep�e ter�a-feira

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EDNELSON FEITOSA O delegado Moisés Marcelo do Nascimento será interrogado na próxima terça-feira no inquérito que apura o crime de extorsão mediante seqüestro dos pernambucanos Flávio Freire de Sales e Sávio Gomes Torres. As vítimas foram resgatadas pela Polícia Civil quando se encontravam em cativeiro na Fundação Jaudeni Coutinho, no Prado. No momento do resgate, o vereador Jaudeni Coutinho (PSB), vice-presidente da Câmara Municipal de Maceió, e o policial Nivaldo Acioli foram presos em flagrante. No entanto, eles foram postos em liberdade por determinação do juiz plantonista José Cícero Alves da Silva. Pelo que a polícia apurou, Jaudeni Coutinho comprou um trator a Flávio e Sávio por R$ 110 mil, só que a patrol era roubada. Para não ficar no prejuízo, o vereador teria pedido ?ajuda? aos policiais, que localizaram Flávio e Sávio em Mangabeiras, e os recolheram à Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, onde Moisés Marcelo era delegado. Não houve abertura de inquérito nem registro da prisão dos pernambucanos. Durante seis dias, uma pessoa que se identificou como Jaudeni Coutinho telefonou para a família de Flávio e Sávio, que são primos, exigindo que pagasse R$ 110 mil, dinheiro da máquina, além de R$ 17 mil, uma espécie de propina para os policiais que participaram da operação ilegal. Ainda segundo o flagrante, houve impasse na negociação e ameaças de que Flávio e Sávio poderiam não voltar a Pernambuco. A família dos pernambucanos pediu ajuda ao Ministério Público local. Numa nova tentativa de acordo, a conversa telefônica foi gravada e encaminhada à Polícia Civil de Alagoas. Os parentes informaram, inclusive, que os dois já não estavam com a polícia, e sim em cárcere privado na Fundação Jaudeni Coutinho. De imediato, o diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, determinou que fossem realizadas diligências, que culminaram com a prisão do vereador Jaudeni Coutinho e do policial civil Nivaldo Acioli. O também policial José Cícero Cassiano, apontado como um dos envolvidos no caso, foi ouvido pelo delegado Cícero Lima, na última quarta-feira e alegou que nada tem a ver com o crime e que levou os pernambucanos para o prédio da fundação atendendo a um pedido do colega Nivaldo Acioli. Ontem pela manhã, o delegado Lima solicitou à Polícia Federal que realize a degravação (cópia) da fita gravada pelos parentes de Flávio e Sávio. O teor da conversa será anexado como prova ao inquérito policial.

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