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Popula��o reclama que reajuste pesar� no bolso

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?Nossas despesas aumentam enquanto os salários continuam iguais, ou melhor, com menos poder de compra?, reclama a assistente social Graça Correia. Ela argumenta que, para aqueles que raramente viajam, o aumento pode parecer insignificante. As conseqüências e o peso dos 5,20% serão sentidos por quem tem compromissos fora do Estado e precisa viajar pelo menos uma vez a cada mês. Também estudando fora de Alagoas, a economista Irailda Melo, que faz mestrado em relações de consumo na Universidade Federal da Bahia, diz que será obrigada a reduzir algumas despesas, pois todos os meses tem viajar que assistir aulas e submeter suas teses à análise do orientador. ?Não posso perder as aulas, pois isso prejudicaria meu curso. O que resta é reduzir despesas porque o valor da bolsa de estudos não é suficiente para custear tantos aumentos?, afirma. Mesmo tendo um salário que reconhece razoável se comparado a maioria dos trabalhadores, a paraibana Cláudia Ferreira, funcionária de um órgão da Justiça do Trabalho, também reclamou do aumento autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres. Morando há 10 anos em Maceió, ela costuma viajar com freqüência para João Pessoa. ?Como vou com meus dois filhos, esse aumento será sentido na hora de comprar a passagem. É difícil conviver com tantos reajustes de preços não só nas tarifas públicas como nos produtos de consumo diário, principalmente os alimentos?, acrescenta Cláudia. A ANTT informa que o reajuste não vale para passagens de linhas semi-urbanas, que são linhas interestaduais e internacionais com extensão igual ou inferior a 75 quilômetros e com características de transporte rodoviário urbano. (BL)

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