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Popula��o e motoristas criticam bloqueio de policiais no Centro

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FÁTIMA ALMEIDA ODILON RIOS Durante a tentativa de ocupação da Praça do Martírios por representantes do Sindpol, a Polícia Militar esteve presente e em vários instantes o clima entre as duas polícias ficou tenso. Os policiais militares ameaçavam, por exemplo, retirar das grades que protegem o palácio faixas de protesto pedindo melhoria salarial e melhores condições de trabalho. Impedidos de realizar a manifestação, eles interditaram a Rua Melo Moraes com um carro de som, barracas e várias mesas. Além do protesto contra o governo, os policiais exibiram velhas garruchas, revólveres imprestáveis e até facas, para demonstrar a insatisfação com o recolhimentos das armas, em uma decisão da Secretaria de Defesa Social, na semana passada. Impaciência As conseqüências maiores do bloqueio dos grevistas foram observadas no bairro da Cambona - para onde o trânsito foi redirecionado - ruas do Centro e Farol. Os atrasos, transtornos e as reações de impaciência das pessoas prejudicadas se repetiram. ?Agora se tornou um hábito. Não tem uma semana que não haja uma manifestação atrapalhando o trânsito. A gente sai de casa ou do trabalho e nunca sabe se vai chegar. Marca compromissos e chega atrasado, às vezes até tendo prejuízos sérios no trabalho?, reclamava o contador José Alberto Coimbra, no meio do congestionamento, na Rua Augusta. ?Nem de ônibus a gente pode mais andar. Quando menos espera, o trânsito pára, os ônibus mudam o percurso e a gente fica no ponto, esperando por um tempão?, diz a estudante Alina Vieira, que esperava, no Centro, o desbloqueio da rua para apanhar um transporte para o Salvador Lyra. Desde que iniciaram a greve, há 27 dias, os policiais civis já realizaram inúmeras manifestações em frente ao Palácio dos Martírios. Agora eles querem unir outras categorias nos atos públicos. ?Precisamos unir as entidades e a sociedade civil para discutir o Plano Integrado de Segurança Pública que o governo não discute?, diz Carlos Jorge, presidente do Sindicato dos Policiais Civis.

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