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Policiais grevistas bloqueiam ruas do Centro

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DORGIVAL JUNIOR No 30º dia de paralisação da Polícia Civil, um confronto se anunciou na manhã de ontem, entre agentes grevistas e um pelotão da Polícia Militar, que impedia o acesso do ?acampamento? montado pelo policiais civis à Praça dos Martírios. Pela terceira segunda-feira consecutiva os grevistas tentavam ocupar a praça. Os ânimos abrandaram, mas a presença da PM fez com que os policiais tomassem toda a Rua Melo Moraes, durante a manhã, bloqueando o trânsito no Centro da cidade. Enquanto os policiais grevistas reclamavam da falta de diálogo com o governo, que vem insistindo em não poder atender à reivindicação dos 75% de aumento pedido pela categoria, nas delegacias a população reclama do não atendimento. ?É um absurdo? Apenas os boletins de ocorrência de flagrantes estão sendo executados nas delegacias. ?É um absurdo. Tive minha casa roubada e ninguém pode me ajudar. Passei o dia fazendo uma verdadeira peregrinação entre as delegacias para prestar a queixa e não fui atendida?, reclamou a dona de casa Rosemeri da Silva, que teve a casa roubada no Dique Estrada na madrugada de ontem e que esteve na Roubos e Furtos para prestar queixa. Apesar da paralisação dos policiais civis, a população não deixa de comparecer às delegacias para buscar ajuda. ?Não somos contra a greve, que é um direito deles. Mas a gente está sendo prejudicado. Vim prestar queixa e não pude ser atendido?, frisou o aposentado Jorge Gomes, que procurou a Delegacia do 8º Distrito para prestar queixa de um roubo. Reunião O diretor-geral de polícia, Roberto Lisboa, informou que o governador Ronaldo Lessa estará reunindo-se com o comando do Sindicato dos Policias Civis, amanhã, e demais representantes sindicais dos servidores estaduais para discutir as reivindicações das respectivas categorias. Lisboa disse, ainda, que as armas começaram a ser devolvidas aos agentes depois de passarem pelo processo de manutenção e negou que as viaturas estivessem sendo recolhidas das delegacias por causa da greve.

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