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Professor fora da sala de aula ter� sal�rio cortado

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Mais de 70% das escolas públicas da rede estadual iniciaram, ontem, o segundo semestre do ano letivo com problemas à vista: a falta de professores, a possibilidade de uma nova greve da categoria e o ultimato dado pela Secretaria Executiva de Educação aos que não voltarem às salas de aula, que teriam os salários cortados já neste mês. Por causa das reformas físicas de alguns prédios e a falta de professores, até 20% das 400 escolas da rede estão com calendário diferenciado, algumas delas só retomam às aulas na próxima semana e outras sequer concluíram o primeiro semestre. O secretário Maurício Quintella confirmou a suspensão dos salários dos professores que não se apresentaram para retornar às salas de aula, de acordo com critérios pontuados por duas portarias. Uma determinava que todos os professores em estágio probatório, que exerciam alguma função fora da sala de aula, se apresentassem até o último dia 26. E, ainda, que todos os professores lotados na Secretaria de Educação e nas Coordenadorias Regionais de Ensino, com 60 horas, terão que dar 20 horas em sala de aula. Outra portaria determinou o retorno de todos os professores cedidos para qualquer órgão estadual, municipal ou federal, até a sexta-feira passada. Quintella acredita que essas medidas vão minimizar a falta de professores em algumas disciplinas. Um recadastramento do Magistério Estadual identificou 3.200 professores fora da sala de aula. Cerca de 1.600 ocupam cargos de diretores ou adjuntos ou cargos de confiança e comissão. Outra parte exerce funções técnicas dentro da secretaria. Também foi identificado um grande contigente exercendo funções em outros órgãos ou exercendo funções como secretários municipais de Educação em várias cidades do interior. Greve Outro fantasma que ronda as escolas públicas estaduais é a possibilidade de uma nova greve dos professores, que realizam uma assembléia nesta quinta-feira, às 15 horas, no Clube Fênix. A presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Alagoas (Sinteal), Girlene Lázaro, informou que o governo não atendeu a nenhum dos itens da pauta de reivindicação da categoria, que inclui um reajuste salarial de 35% e mudanças na tabela de progressão horizontal e vertical. Girlene não tem muita expectativa em relação à reunião convocada para amanhã ? quarta (7) - pelo governo, para discutir as reivindicações das categorias que reivindicam reajuste salarial. ?Acho que vamos apenas ouvir a choradeira do governo?, resume Girlene. A possibilidade de uma paralisação dos professores, seja por tempo determinado ou não, será um dos pontos a ser discutido na assembléia. Com ou sem greve, os alunos da rede pública já sofrem nos últimos anos com a falta de professores na sala de aula, nas áreas de Ciências Exatas e de Comunicação e Expressão.

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