Cidades
Garoto do agreste acha arma em casa e atira no primo
MAIKEL MARQUES Sucursal Arapiraca ? Uma brincadeira de criança por muito pouco não acaba em tragédia. Os personagens da história são os primos R.Y.S.R. (6 anos) e W.V.S. (10 anos). Eles vasculhavam os cômodos da casa do avô, na periferia de Campo Alegre, quando descobriram escondida debaixo do colchão dele uma pistola e um projétil calibre 32. Inspirado em ?filmes de bangue-bangue?, o mais velho carregou a arma e, ?sem querer?, disparou contra o primo, atingindo o lado direito do peito do primo. ?Apertei (o gatilho) sem querer. A gente estava brincando de tiroteio?, confessou W.V.S. O estampido da velha pistola calibre 32, escondida debaixo do colchão do agricultor Olímpio Vieira do Nascimento há mais de 30 anos, deixou em pânico sua esposa, a aposentada Anelúsia da Conceição. Ela assistia TV quando se deparou com o choro dos dois netos. O mais velho segurava a arma de fogo e o mais novo apontava para o buraco entre o ombro o peito direito, provocado pelo tiro que levou. Populares também se assustaram com o barulho do disparo, por volta das 15h da tarde da última segunda-feira. Eles também prestaram socorro ao garoto e chamaram seus parentes para, em seguida, providenciar sua imediata remoção para a Unidade de Emergência Dr. Daniel Houly (Unidade do Agreste), em Arapiraca, onde a ambulância do município de Campo Alegre chegou meia hora depois. Maria Zenilda, tia e mãe adotiva do garoto ferido, entrou em pânico quando viu ?o filete de sangue? escorrer em suas mãos. ?Achei que fosse morrer. Entrei em desespero?, confessou. O garoto R.Y.S.R. (6 anos) recebeu alta ontem pela manhã. R.Y. ainda tem a bala alojada numa de suas costelas. Uma cirurgia de retirada do projétil será realizada ainda essa semana. R.Y.S.R. (6 anos) e W.V.S. (10 anos) contaram à GAZETA que estavam vasculhando os cômodos da casa dos avós em busca de moedas, quando se depararam com a pistola e um projétil calibre 32 escondido debaixo do colchão de uma cama de casal. ?Pegamos a arma e decidimos brincar de tiroteio. Coloquei a bala e atirei sem querer no peito do meu primo?, contou W.V.S. (10 anos. ?Fiquei muito assustado. Pensei que fosse de brinquedo. Não quero mais brincar com arma?, completou. A velha pistola e o único projétil calibre 32 pertencem ao agricultor aposentado Olímpio Vieira do Nascimento há mais de 30 anos, que diz utilizá-la para se defender de ladrões que porventura o incomodem durante trajeto entre sua residência e a roça onde trabalha.