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OAM lan�a campanha pelo desarmamento

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FÁTIMA ALMEIDA O Brasil é um dos países que mais matam no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). A cada treze minutos uma pessoa é assassinada; a cada sete horas, alguém é acidentado com arma de fogo. Nesse universo, as crianças são as principais vítimas. Em 2002, 35% dos jovens que morreram em Alagoas foram vítimas de arma de fogo. No último mês de junho, dos 71 corpos que deram entrada no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió, 45 sofreram morte violenta com arma de fogo. Os dados foram apresentados ontem, por diversos parceiros da Organização Arnon de Mello (OAM) durante o lançamento da Campanha Desarme-se. Viva do lado do bem. Opinião pública A campanha, uma iniciativa da OAM, consiste em utilizar os veículos de comunicação como instrumentos de conscientização das pessoas para o desarmamento. Segundo explicou o diretor de Mídia Impressa, José Peixoto Accioly, as mensagens chegarão à opinião pública por meio de programas especiais, produção de reportagens e veiculação de peças publicitárias nas Gazetas (rádio, TV e jornal). Segundo o diretor executivo da OAM, Dario César, a iniciativa busca o engajamento de todos os organismos da sociedade civil no combate à violência por meio do desarmamento. ?Somos a maior organização de comunicação do Estado e não poderíamos ser omissos numa questão como essa. Temos responsabilidade social. Nosso Estado é o terceiro maior do Nordeste nos indicadores de violência e entendemos que isso não é um problema só do governo. Sozinho, sem o envolvimento da sociedade civil, o Estado não é capaz de enfrentar esse problema com sucesso?, diz. Cultura da paz Na opinião do vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AL), Everaldo Patriota, a iniciativa da Organização Arnon de Mello vai contribuir muito para implementar a cultura da paz. ?A OAB sente-se lisonjeada em participar?, destacou, acrescentando que a campanha, por si só, não vai resolver o problema da violência, mas é um passo muito importante. ?Não se pode falar em paz se não houver desarmamento?, completou. O superintendente da Polícia Federal em Alagoas, Carlos Rogério, reforçou a importância da iniciativa, destacando que a maioria dos homicídios é praticada por pessoas sem histórico criminal e por motivo fútil. Poderiam ser evitados se não houvesse uma arma. Além da OAB e da Polícia Federal, participaram do lançamento outros parceiros da OAM na campanha, como o Ministério Público Federal, Secretaria de Defesa Social do governo do Estado, Ministério Público Estadual, Conselho Regional de Direitos Humanos e ainda a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e várias entidades sindicais. As armas de quem aderir à campanha devem ser entregues na sede da Polícia Federal, onde o nome do dono será cadastrado, enquanto são aguardadas as regras do governo federal para o desarmamento.

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