Cidades
Estudantes pressionam e Transpal reabre posto
FÁBIA ASSUMPÇÃO Um protesto barulhento de estudantes fechou ontem a Avenida Buarque de Macedo, no Poço, em frente à Transpal. O grupo ? que ameaçava invadir a empresa - pedia a reabertura do posto de venda de passes no Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa), que foi fechado pela empresa, sob alegação de falta de segurança. Depois de arremessar ovos na fachada do prédio ? alguns atingiram policiais ? uma comissão foi recebida pela diretoria. Após a reunião ficou acertado que o posto deve ser reaberto na próxima segunda-feira, mas somente no período da manhã, de oito às 12 horas. Os constantes assaltos aos pontos-de-venda de créditos de meia passagem levaram a Transpal a centralizar o atendimento dos estudantes na sede da entidade, na Buarque de Macedo. O último posto a ser fechado, há cerca de 15 dias, foi o do Cepa, depois de assalto praticado por dois homens usando motos. Segundo o diretor-técnico da Transpal, Paulo Murilo Bandeira Filho, no total foram quatro assaltos contra pontos-de-venda de passes: dois no Cesmac, um na Ufal e o último no Cepa. Sem contar os assaltos a funcionários que faziam transporte de valores. O primeiro posto a ser fechado foi o do Cesmac, há cerca de um ano, em seguida veio o da Ufal, há quatro meses. Paulo Murilo explicou que o funcionamento dos postos exige a mesma estrutura de segurança de um banco. Como a empresa não tem condições de fazer esse investimento, no momento, a medida adotada foi aumentar a capacidade de atendimento do posto central, ampliando o número de guichês de 15 para 22. ?No prédio central dispomos de mais garantias de segurança?, argumenta Paulo Murilo. Por dia, a Transpal atende cerca de seis mil estudantes. Só no posto do Cepa eram atendidos mil estudantes diariamente. Paulo Murilo adiantou que futuramente a empresa pode voltar a descentralizar o atendimento, desde que tenha condições de dotar os postos de toda a estrutura de segurança. ?Hoje, temos a tarifa mais barata do país, por isso não dispomos de condições financeiras para investir em segurança?. Ele disse que os próprios funcionários se sentiam inseguros em trabalhar nos postos, que não tinham qualquer tipo de proteção. ?No Cepa, por exemplo, o posto encerrava suas atividades às 17 horas, quando os bancos já estavam fechados?, justifica. ?Ou deixávamos o apurado do dia na loja ou os funcionários tinham de transportá-lo para a sede?. Como a venda de créditos só é feita em dinheiro, isso despertava ainda mais o interesse dos assaltantes.