Cidades
Aids atinge mais heterossexuais em Alagoas
DORGIVAL JUNIOR Alagoas segue a tendência mundial, no caso do aumento de número de casos de Aids entre heterossexuais, apesar de ainda ser considerada uma doença restrita a grupos de risco (homossexuais, profissionais do sexo e usuários de drogas). A informação é da coordenadora do Programa de Combate a Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids em Alagoas, Fátima Rodrigues. De acordo com a coordenadora, a categoria de exposição da doença no Estado, o número de casos de Aids entre os heterossexuais é maior que entre os homossexuais. De acordo com dados oficias, o Estado tem registrados atualmente 1.580 casos da doença. O levantamento é referente às notificações efetuadas desde 1986, quando surgiu o primeiro caso confirmado de Aids em Alagoas. O programa não tem indicadores específicos de quantos heterossexuais estão entre os casos registrados. A doença também registrou um aumento do número de casos entre as mulheres heterossexuais, gerando a proporção de uma mulher infectada para cada dois ou três homens. ?Na década de oitenta, a proporção era em média de uma mulher soropositiva para cada 20 homens portadores da doença?, frisou a coordenadora do programa, Fátima Rodrigues, acrescentando que a doença também cresceu entre jovens da faixa etária dos 20 aos 49 anos e entre homens e mulheres das classes mais desinformadas. Segundo dados do programa, a doença também avançou nas cidades do interior. Fátima Rodrigues esclareceu que os números totais da doença não podem ser conhecidos, alegando que muitas pessoas recusam-se a fazer o exame de Aids com medo da discriminação. Dados apresentados pela Secretaria Executiva de Saúde, 70 municípios do interior do Estado apresentam de um a cinco casos confirmados da doença. Seis municípios têm de 11 a 20 casos de Aids e um único registra uma média de 21 a 30 casos da doença. Maceió Maceió ocupa a primeira colocação, com mais de mil casos de Aids, seguido por Arapiraca, com mais de 70 notificações. ?Apesar destes números, em Alagoas há municípios em que não há registro de notificações. Essas áreas silenciosas podem, sim, ter casos de Aids. Hoje, a doença atinge todos. Não importa classe social, cor, raça ou crença. Todas as pessoas que não se cuidam e deixam de usar preservativo estão em risco?, frisou a coordenadora.