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Decis�o dos EUA beneficia produtores de camar�o

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(Agência Nordeste) ? O Departamento de Comércio dos Estados Unidos (DOC) publicou, ontem, a determinação da margem preliminar de dumping para China e Vietnã. As taxas para os dois países comunistas ficaram acima da expectativa inicial do processo, que era de 50% a 60%. A investigação do DOC constatou que com exceção de apenas um exportador, os chineses estavam comercializando camarão no mercado norte-americano com preços entre 7,67% e 112,81% abaixo do valor praticado pela indústria local. No caso do Vietnã, essa variação oscilou de 11,11% a 93,13%, de acordo com a auditoria. Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, o Brasil pode acabar se beneficiando no processo, com a determinação das altas margens estipuladas para China e Vietnã. Nordeste é beneficiado A Região brasileira que mais lucra com a decisão dos Estados Unidos é o Nordeste, responsável por 95% da produção e da exportação brasileira do crustáceo. ?Com a decisão do DOC, os chineses devem praticamente sair do mercado americano. Isso sem falar que há dois anos eles não exportam para a Europa em função de problemas sanitários, como o uso de antibióticos?, assinala. Rocha ressalta ainda que as altas taxas para os países comunistas vai deixar uma grande lacuna, que pode ser preenchida pelo Brasil. Para se ter uma idéia, de janeiro a abril de 2004, das 176,5 mil toneladas de camarão importadas pelos americanos, a China participou com cerca de 27 mil e o Vietnã com 15,5 mil. Sobretaxa Uma novidade no processo foi a flexibilização do DOC, que permitiu estabelecer margens preliminares de dumping diferenciadas para as empresas públicas e privadas. Os exportadores chineses da iniciativa privada, por exemplo, vão pagar sobretaxa de 49,09%, enquanto os subsidiados pelo governo terão uma margem mais larga de 112,81%. Já o Vietnã terá uma margem preliminar de 19,6% para as empresas privadas e 93,13% para as públicas. A margem definitiva de dumping para os dois países está programada para ser publicada em dezembro. Enquanto a taxa final não é definida, os importadores americanos que comprarem o camarão chinês terão que depositar a taxa antes de retirar a mercadoria. Quando for definida a margem definitiva na ação, esse valores podem ser devolvidos ou complementados, dependendo da sobretaxa. O presidente da ABCC também lembra que os seis países acusados na ação antidumping proposta pelos pescadores americanos de camarão (China, Brasil, Tailândia, Vietnã, Índia e Equador) responderam por 75% das importações americanas do crustáceo no ano passado, que chegaram a 504,5 mil toneladas. ?Os EUA não terão de onde buscar o camarão porque só este ano o consumo no país já cresceu 57% e a participação dos países investigados no suprimento da demanda já passou para 80%?, observa. Dumping No próximo dia 28, o DOC decide a margem preliminar de dumping para Brasil, Tailândia, Equador e Índia. O desenrolar do processo demonstra que a sobretaxa apara esses países deve ficar bem abaixo da estipulada para as nações comunistas.

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