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Sindicatos preparam rea��o � pol�tica salarial de governo

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FÁTIMA ALMEIDA Uma reunião na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ontem pela manhã, com a presença de representantes sindicais, foi a primeira reação articulada depois do episódio da terça-feira, quando um desentendimento entre sindicalistas e o governador Ronaldo Lessa encerrou de forma abrupta uma audiência na Sala dos Conselhos do Palácio dos Martírios, convocada para discutir as reivindicações da classe trabalhadora. ?A atitude do governador acabou por fortalecer a mobilização dos trabalhadores, que agora caminham para a unificação?, diz a diretora do Sindicato dos Enfermeiros, Edilma Fernandes. ?Fomos à reunião no Palácio na expectativa de que sairíamos com alguma proposta concreta, mas a posição colocada pelo governo é de que não haverá aumento. Saímos frustrados e com a certeza de que, mais uma vez, o governo vai tentar se ajustar à Lei de Responsabilidade Fiscal, penalizando os trabalhadores. Daqui para a frente vamos discutir o posicionamento das categorias diante de uma realidade dita pelo governador: de que não teremos reajuste este ano?, observa Girlene Lázaro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinteal). Os trabalhadores lamentaram que um fato positivo, como a reunião entre governo e entidades sindicais, tenha terminado em desentendimento. ?Faltou equilíbrio do governador. Ele tinha obrigação de conduzir a reunião com tranqüilidade e respeito aos trabalhadores?, avaliou Edilma Fernandes. ?Poderíamos ter avançado. Um governante tem que administrar, inclusive as situações de crise. Ouvimos os argumentos do governo e teria que haver o debate?, observa Carlos Jorge, presidente do Sindicato dos Policiais Civis. As entidades reunidas decidiram também que seria elaborada uma nota de repúdio ao episódio do Palácio e de solidariedade aos dois sindicalistas (Wellington Monteiro e Benedito Alexandre), que, na avaliação das lideranças, foram tratados com desrespeito pelo governador. Movimento unificado As lideranças sindicais prometem unificar o movimento por reajuste salarial e o cumprimento da data-base. Alguns sindicatos estão com assembléias marcadas e há indicativos de que outras categorias venham engrossar o movimento grevista iniciado há cerca de um mês pelos policiais civis. Num primeiro momento, a proposta é realizar uma grande manifestação no dia 16 de julho (quando acontece também um Dia Nacional de Luta articulado pela CUT). Em Alagoas, a manifestação marcará o protesto dos trabalhadores contra ?a falta de proposta de reajuste do governo? e lembrará o 17 de julho, data da queda do governo Suruagy.

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