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Greve geral p�ra educa��o p�blica em Alagoas

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FELIPE FARIAS Os professores e trabalhadores administrativos e de apoio da rede estadual de ensino vão entrar em greve a partir da quarta-feira da semana que vem. A decisão foi tomada em assembléia realizada ontem. ?A greve não começou imediatamente porque temos de cumprir trâmites legais?, justificou a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinteal) de Alagoas, Girlene Lázaro. Segundo ela, apesar de a disposição da categoria ser pela paralisação imediata, antes de suspender as atividades, o sindicato tem de mandar ofícios à Secretaria de Educação e ao governo do Estado comunicando a decisão, bem como publicar na imprensa informe nesse sentido. Os trabalhadores da rede estadual de ensino reivindicam reposição salarial de 35% referentes às perdas acumuladas desde 2001 e mais a inflação do período. A pauta das reivindicações inclui ainda implantação do regime de progressão horizontal para professores, pessoal administrativo e de apoio (como merendeiras) e redução da carga horária de 40 horas para 30 horas semanais, como já foi implantado em outras secretarias. O ano letivo de 2004 teve início em março. ?O ano letivo está prejudicado, independentemente da nossa paralisação porque faltam professores e a contratação de monitores não vai minimizar o problema?, disse a sindicalista. Segundo ela, a decisão foi unânime, tirada na plenária realizada ontem à tarde, no Clube Fênix Alagoana. O sindicato estima que compareceram cerca de mil filiados, da capital e das onze regiões em que o Sinteal dividiu o Estado. No material a ser publicado na imprensa, o sindicato vai adiantar que os filiados já decidiriam pela greve, que será deflagrada oficialmente após a plenária marcada para a quarta-feira, com início previsto para 15h. A presidenta disse que ainda não há local definido, o que depende da disponibilidade de ginásios com capacidade para abrigar todos os filiados. ?Mas logo depois da assembléia, já estaremos em greve?, confirmou Girlene Lázaro. Ela disse que, independentemente disso, porém, os professores vão fazer palestras em sala de aula na segunda e na terça-feira, com o objetivo de esclarecer para estudantes e pais de alunos os motivos da greve. ?Nossa pauta de reivindicações inclui outros itens, que pedem a melhoria das condições de ensino, como contratação de mais professores para as disciplinas em que existe carência?, disse. Na assembléia, os trabalhadores na educação devem também definir um calendário de atividades para a greve.

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