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Cidades

PESCADOR SALVO APÓS NAUFRÁGIO DIZ QUE NADOU DE MACEIÓ ATÉ JEQUIÁ Quatro pescadores desaparecem no mar e apenas um é resgatado no município de Jequiá da Praia MARIANE RODRIGUES E IMARLAN GABRIEL REPÓRTER E ESTAGIÁRIO O pescador que foi encontrado depois do naufrágio em que desapareceu junto com outros três pescadores no mar de Maceió, na noite de quarta-feira (18), contou que para se salvar, nadou de Maceió até Jequiá da Praia, no litoral Sul de Alagoas. Ele foi avistado somente 24 horas depois

O pescador que foi encontrado depois do naufrágio em que desapareceu junto com outros três pescadores no mar de Maceió, na noite de quarta-feira (18), contou que para se salvar, nadou de Maceió até Jequiá da Praia, no litoral Sul de Alagoas. Ele foi avi

Por MARIANE RODRIGUES E IMARLAN GABRIEL | Edição do dia 21/05/2022 - Matéria atualizada em 20/05/2022 às 23h53

O pescador que foi encontrado depois do naufrágio em que desapareceu junto com outros três pescadores no mar de Maceió, na noite de quarta-feira (18), contou que para se salvar, nadou de Maceió até Jequiá da Praia, no litoral Sul de Alagoas. Ele foi avistado somente 24 horas depois da ocorrência, ou seja, na noite de quinta-feira (19), no Povoado de Lagoa Azeda, em Jequiá.

Ubirajara Silva dos Santos, de 27 anos, é um pescador esportivo, tem uma filha de 2 anos, e estava se afogando quando foi localizado e socorrido. Ele contou à Gazeta como tudo aconteceu.

“A gente estava perto do Pontal. Chegamos no ponto de pesca às sete da noite e, quando a gente parou, percebeu que a jangada, do lado esquerdo, estava baixando. O administrador resolveu voltar porque estava entrando água na jangada”, disse o pescador.

Ele falou das dificuldades de ficar à deriva no mar por vários dias. “Mais difícil foi o frio, mas pior foi a sede e a fome, porque você molha a garganta com água salgada, e ainda que você coloque para fora, o sal fica na língua. Chegou num momento em que meus olhos e minha língua pareciam que estavam com pimenta”, continua.

Ele conta que se preocupou muito com o frio da noite. “Pelo dia fiquei boiando de barriga para cima e passei o dia todo assim. Fiquei assim para o Sol me aquecer porque sabia que a noite ia ser difícil. Me preocupei mais com a noite para que pelo dia, com a luz do sol, os helicópteros me encontrassem”, prossegue. Durante a noite, Ubirajara disse que procurava se mexer, mergulhar e nadar “estilo cachorrinho” para se aquecer na água morna e não levar vento no rosto..

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