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Caso Ceci: testemunha-chave denuncia coa��o

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GILVAN FERREIRA A principal testemunha do caso Ceci Cunha, o promotor de vendas Wolkmar dos Santos, 27 anos ? apontado como participante nas ações da quadrilha envolvida no assassinato de policiais civis ? denunciou à Polícia Federal que teria sofrido ameaças e tentativas de coação por parte do advogado Givan Lisboa, que defende um dos supostos líderes da quadrilha, o policial civil Robson Rui. Segundo Wolkmar, o advogado ?sugeriu? que ele mudasse o seu depoimento que cita o ex-governador Manoel Gomes de Barros como o mandante do crime. A Polícia Federal confirmou à GAZETA que Wolkmar recebeu a visita do advogado e que a testemunha relatou a tentativa de coação. Em depoimento a um delegado da PF, Wolkmar contou que Givan Lisboa lhe que coagiu a mudar o depoimento dado ao juiz Daniel Accioly; lembrou do envolvimento de ?gente poderosa? no caso Ceci e garantiu a Wolkmar a contratação de uma das mais renomadas bancas de advocacia de São Paulo para defendê-lo. ?Agora você vai ter um advogado de verdade?, teria dito Givan Lisboa a Wolkmar, segundo o depoimento deste à PF. Em seu depoimento ao juiz Daniel Accioly, em 11 de maio passado, Wolkmar dos Santos falou do envolvimento do grupo criminoso em crimes no Estado e sugeriu uma nova linha de investigação sobre o assassinato da deputada federal Ceci Cunha, executada em dezembro de 1998, junto com três parentes, na Gruta de Lourdes. Wolkmar disse ao juiz que o assassinato de Ceci foi planejado e executado pelos policiais civis Robson Rui, Fininho, Sinvaldo Feitosa e Walter Santana. Os dois últimos foram executados, anos depois, por integrantes da própria quadrilha. Crime encomendado Wolkmar garantiu que o crime teria sido ?encomendado? pelo então governador Manoel Gomes de Barros, o Mano. ?Os autores do homicídio da deputada federal Ceci Cunha e seus familiares são Robson Rui, Sinvaldo, Fininho e Valter Dias Santana, que receberam 300 mil reais pelo crime. Valter Santana intermediou e negociou com o governador Manoel Gomes de Barros a morte da deputada Ceci Cunha?, disse Wolkmar dos Santos, em depoimento reservado ao juiz Accioly, relatando confidências que teria ouvido de supostos participantes do crime. Segundo Wolkmar dos Santos ? que trabalhava como motorista do bicheiro Plínio Batista ?, as desavenças provocadas pela partilha dos R$ 300 mil, supostamente pagos pelo ex-governador, teriam provocado o início da ?guerra? dentro do grupo, que culminou com os assassinatos dos policiais civis Valter Santana e Sinvaldo Feitosa. Depois de ouvir o depoimento-bomba de Wolkmar dos Santos, o juiz Daniel Accioly determinou sua transferência para a sede da Polícia Federal, onde ficaria até sua inclusão no Programa Nacional de Proteção às Testemunhas. Desde então, Wolkmar aguarda uma posição oficial sobre sua transferência do Estado. Ele já conseguiu que sua esposa e seu filho de 10 meses deixassem Alagoas, segundo ele, para evitar que sofressem algum tipo de vingança.

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