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Sal�rio baixo afasta professor das escolas

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A falta de professores é um mal que atinge grande parte das 400 escolas da rede pública estadual. Do Ensino Fundamental ao Médio faltam professores de Matemática, Física, Química, Língua Portuguesa, Inglês, Literatura e até Religião. Essa situação prejudica principalmente os alunos que estão concluindo o Processo Seletivo Seriado (PSS). No ano passado, alguns estudantes da rede pública, que passaram no vestibular da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), foram obrigados a prestar Exames Supletivos para conseguir o certificado para ingresso na universidade, porque concluíram o Ensino Médio sem notas em disciplinas das áreas de Ciências Exatas e Humanas. Tudo por causa da carência de professores na rede. Baixos salários e o pequeno número de profissionais que se formam nos cursos de licenciatura, a cada ano, são alguns dos fatores apontados para esta situação. Pela tabela salarial do Magistério no estado, um professor com licenciatura plena, carga horária de 20 horas, tem salário inicial de R$ 454,25. Um professor do último nível, com mestrado ou doutorado, tem um salário de apenas 696,29. Com este mesmo nível, se tiver uma carga horária de 40 horas, seu salário máximo será de R$ 1.392,00. Entre as disciplinas das chamadas Ciências Exatas, Matemática é uma das mais problemáticas. Um levantamento feito pela SEE constatou que existe uma carência hoje de 5.698 horas/aula de Matemática na rede pública. Isso representa a necessidade de contratação de 285 professores com carga horária de 20 horas.

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