Cidades
Moradores fecham ruas para combater a viol�ncia
DORGIVAL JUNIOR O medo dos assaltos e dos arrombamentos assusta os moradores dos diversos bairros de Maceió que, inseguros, estão sendo obrigados a proteger-se fechando ruas, transformando-as em condomínios particulares. A ação tem a finalidade de evitar as investidas criminosas como a ocorrida, semana passada, quando a residência de Tiago Fagner e de Analise Santos foi saqueada por dois arrombadores. Localizada na Rua Governador Tavares Bastos, no Farol, a residência do casal foi assaltada enquanto eles dormiam. Os assaltantes levaram aparelhos eletroeletrônicos. Tiago Fagner acrescentou que durante quase dois dias sua família recebeu várias ligações por parte dos assaltantes. ?Eles não paravam de ligar. Não sei como eles conseguiram o número da minha casa?, destacou o morador, dizendo que os assaltantes teriam mandado o recado de que voltariam depois para apanhar o restante dos aparelhos que não tinham conseguido levar durante a ação. ?Alguns dos nossos pertences foram encontrados em uma clínica abandonada existente na rua que fica por trás da nossa?, disse Analise Santos, que passou vários dias amedrontada. ?Eles entraram na minha casa. Não sinto segurança nenhuma no lugar em que deveria me sentir protegida?, disse ela. Para tentar proteger-se, o casal teve a idéia de elaborar um abaixo-assinado entre os moradores para que fosse instalada uma guarita na entrada da rua, com vigilantes 24 horas. ?Essa rua só tem uma única entrada e saída. Com uma guarita ficaríamos mais seguros?, frisou Tiago Fagner, alegando que a aprovação do projeto para fechar a rua depende de autorização da Superintendência Municipal de Controle e Convício Urbano (SMCCU). A idéia foi aceita pelas 25 famílias que residem na localidade. ?Quase todas as casas já foram roubadas. Todo mundo está com medo?, disse a universitária Néila Quiroz. De acordo com os moradores, os assaltos e arrombamentos vêm sendo freqüentes nos últimos anos. ?Até dois carros já foram roubados aqui. Arrombamentos são constantes. Com uma guarita teríamos uma segurança bem maior?, destacou o comerciante Newton Fernandes.